Como promete o site da Caixa, o Programa Minha Casa, Minha Vida exige infraestrutura urbana mínima - abastecimento de água, esgotamento sanitário, pavimentação, energia elétrica, iluminação pública e coleta de resíduos sólidos - para construir os imóveis.

Não obstante, o Conjunto Habitacional deve estar localizado em local com “equipamentos sociais suficientes para atender a nova demanda”, tais como escola, creche, mercado, posto de saúde e etc.

O professor de Direito Urbanístico da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Paulo Cesar de Lara reafirma as necessidades sociais.

“Para que edifiquem as casas é necessário que tenha infraestrutura, condições de locomoção e aparelhos urbanos próximos”, diz o professor. “O que não se pode fazer é jogar essas populações para as periferias das cidades”.

Apesar de tanta burocracia para que os conjuntos habitacionais sejam de fato construídos, ela parece não ter sido seguida a rigor.

Ao chegar ao Jardim Amália em Oficinas, a vista é de longas ruas preenchidas por pequenas casas idênticas, encardidas pela terra que as cercam.

Mas são apenas casas, o último mercado passou há aproximadamente 20 minutos (de ônibus), o último posto de saúde é no começo da vila vizinha. As escolas estão longes demais para serem notadas.

O morador de um dos lotes mais distantes da entrada do Jardim Amália, Luis Carlos Gomes, afirma que para fazer compras precisa se deslocar até um mercado de rede do outro lado do bairro.

Ainda de acordo com o site da caixa, se o entorno não possuir os equipamentos sociais suficientes, verifica-se junto com a Prefeitura se há terrenos e poder público disponíveis para construção e manutenção desses equipamentos.

No Jardim Amália existem alguns terrenos vagos, há inclusive uma obra em construção. Porém há poder público disponível para sua manutenção ou para construir o restante dos equipamentos sociais?

A responsável em Ponta Grossa, Companhia de Habitação Prolar, se recusou a dar entrevista.

 

Bloco Anterior: Após um ano, habitantes das novas casas do Prolar enfrentam problemas 

Editorial: "Mas era feita com muito esmero, na rua dos bobos, número zero"

Arquivo Comunitário: 26/04/2013 - Estudantes têm dificuldade de acesso a escolas