Quem mora no bairro de Oficinas sofre com a instalação de grandes indústrias na região. O local é privilegiado para o setor industrial já que fica próximo a BR 376, rodovia de transição de cargas. Já os moradores, não possuem benefício algum.

Os moradores do bairro de Oficinas sofrem com um problema contínuo: a fumaça expelida por uma indústria de fertilizantes próxima às casas.

Para quem mora no entorno a fumaça causa problemas como dificuldade ao respirar e uma espécie de pó branco que cobre os veículos e casas.

A questão com a fumaça e poluição no bairro já é antiga. Em outubro 2009 a fábrica da Bunge, que ocupava o local, encerrou as atividades em Ponta Grossa devido à reclamações existentes desde 2008. 

No ano seguinte a indústria volta à cidade em novo endereço. E a Yara fertilizantes assume o local antigo. Com a nova fábrica  a expectativa era de que o empasse se resolvesse, já que boa parte dos funcionários e do setor administrativo mudou. Entretanto alguns dos alvos de incômodo entre os habitantes persistiram.

Segundo os moradores um dos principais efeitos dos resíduos presentes na fumaça acontecem com quem já possui complicações respiratórias como bronquite, rinite, sinusite e asma.

Dolciane Aparecida Carneiro, moradora das proximidades da fábrica há dois anos e meio conta que o que incomoda mais é o cheiro da amônia. “Meu marido tem bronquite e quando eles soltam aquilo é só a base de remédio, porque ele não consegue respirar”, diz.

Para o morador Onofre Soares, em períodos de mudança de estação o problema se agrava. “Têm dias que o mau cheiro é terrível, principalmente nessa época quando chove”, conta.

O artigo nono do Código de Posturas do Município de Ponta Grossa na seção que se refere à proteção ambiental cabe ao poder executivo fiscalizar as irregularidades ambientais presentes em uma indústria. Mas, em Ponta Grossa o poder executivo é subordinado ao Instituto Ambiental do Paraná, IAP.

Editorial: A lei existe, só falta cumprí-la

Próximo bloco: Fiscalização novata, problema veterano