Após as  tempestades e vendavais que atingiram a cidade de Ponta Grossa nas últimas semanas,  moradores do Jardim Amália buscam auxílio para reconstruir suas residências. Muitos estão morando em casa de parentes ou amigos e contando com doações  para recomeçar  a vida após a catástrofe.

 

O bairro foi o mais afetado entre os que sofreram com o temporal do dia 27 de setembro, que teve ventos de até 71 quilômetros por hora. Cerca de 30 casas no Jardim Amália, Vila Curitiba e Jardim Ibirapuera foram completamente destruídas. Em toda a cidade, em torno de 200 casas foram atingidas.

“Estou na casa de um amigo com meus cinco filhos. Minha casa foi condenada pela Defesa Civil, porque o telhado voou completamente. Dos meus móveis e as coisas da casa não restou nada, simplesmente perdi tudo”, explica a moradora do Jardim Amália, Roseli Carvalho.
         
A esperança de muitas das vítimas do temporal é o Aluguel social.  O programa da Caixa Econômica Federal concede o benefício, preferencialmente, nos casos de destruição total ou parcial do imóvel, bem como de inviabilização do uso e do acesso.

O benefício atende as vítimas de desastres naturais, como alagamentos e deslizamentos. O auxílio é de no máximo R$ 700 por mês até a reconstrução da casa, variando de acordo com a média do preço dos aluguéis da região.

O coordenador da Defesa Civil, Edson Witek, alerta os moradores: “aqueles que foram contemplados com casas e que venderam ou alugaram os imóveis para terceiros terão o auxílio negado”.

Segundo a presidente da Associação de Moradores do Jardim Amália, Palmira Lopes, as pessoas ficaram desnorteadas com a destruição. “Estamos tentando orientá-las para que fiquem tranquilas. Com ajuda dos órgãos competentes e da população de Ponta Grossa, que está cooperando de forma incrível, não deixaremos essas famílias desamparadas”, afirma.

Burocracia para liberação do Aluguel Social põe em risco moradores desabrigados pela tempestade


Doações estão concentradas no posto de saúde recém-construído do Jardim Amália