O novo posto de saúde do bairro, que seria inaugurado pela prefeitura no mesmo dia em que aconteceu a tempestade, está servindo como uma base de operações da Defesa Civil, além de ser o ponto de coleta de doações do Jardim Amália.

 

Na unidade de saúde, foram concentradas doações que vieram através de campanha do Serviço de Obras Sociais e de anônimos. Segundo Edson Witek, coordenador da Defesa Civil, mais de 10 mil quilos de alimentos foram doados.

 

 “Recebi uma doação anônima direto de Joinville, Santa Catarina. Empresas também estão ajudando. É assim que superamos uma catástrofe desse tamanho”, conta.

 

 As doações contabilizaram, até a primeira semana da campanha, aproximadamente 600 cestas básicas, mais de 1.000 cobertores, 215 colchões (de solteiro e casal) e quase  8 mil quilos de roupas.

 

 A Defesa Civil também ofereceu, aos moradores, abrigo no posto de saúde do bairro, mas ninguém o usou. “A maioria já tinha ido pra casa de parentes. Pegavam um caminhão ou furgão emprestado do vizinho ou amigo e levavam os poucos móveis que restaram para lá”, conta Witek.

 

 A presidente da Associação de Moradores do Jardim Amália, Palmira Lopes, afirma nunca ter visto a população de Ponta Grossa ‘tão solidária’. “Se pudesse mandar um recado a todos da cidade, gostaria de agradecer a ajuda emocionante. As doações não param de chegar e muitas famílias já estão conseguindo se reerguer, aos poucos”, conta.

 

 O material arrecadado foi colocado  à disposição dos moradores afetados na segunda-feira, no dia consecutivo à tempestade.

 

 Segundo Witek, “a população foi entrando e pegando o que ela queria. As roupas e calçados estavam organizados para homens, mulheres e crianças de todas as idades. Quem entrava, pegava o que estava precisando”.