Além daqueles que venderem ou alugarem a casa, moradores que estão com parcelas da casa atrasadas também terão negado o benefício do aluguel social. Sobre as dívidas nas prestações do imóvel, Edson Witek, coordenador da Defesa Civil, não traz notícias positivas.


 
“Tenho o conhecimento de um caso que, só pra ‘botar em ordem’,  serão necessários R$ 320. Esse valor é referente  somente a prestações atrasadas e o seguro não deve cobrir ”.
    
A moradora do bairro Jardim Amália, Ângela Aparecida, está com prestações atrasadas do financiamento de seu imóvel e teme que o auxílio lhe seja negado. Ela e o marido estão desempregados e não têm como pagar as parcelas em atraso da casa, que acumuladas chegam a mais de R$ 1.200.
    
Mesmo os moradores em situação regular terão que esperar pela liberação do benefício. O processo é burocrático. Um agente da Caixa Econômica Federal vai até a região afetada a fim de estipular os valores médios de aluguel na localidade. Assim,  o valor que cada morador poderá receber irá variar de acordo com essa classificação.
    

Para a reconstrução e reparo dos imóveis, o processo requer uma nova licitação feita pela Caixa. Serão escolhidas três empresas que concorrerão entre si pelo direito de reparar as casas.

 

 

Além disso, se a casa estiver em nome de uma pessoa diferente daquela que se apresenta como dona, os benefícios também serão negados. Para Witek, esse é o “jeito da Caixa Econômica conseguir determinar quem está legalizado, se alguém vendeu ou se beneficiou em esquema semelhante”.
   
 

Segundo Witek, nos dias posteriores ao desastre estiveram nos locais atingidos agentes da Companhia de Habitação de Ponta Grossa (Prolar), Caixa, Copel e Sanepar. Assistentes sociais e Defesa Civil também tiraram dúvidas da população.

 

Questões recorrentes incluíam a situação das contas de água, já que muitos vazamentos estão ocorrendo por conta dos danos. A Defesa Civil pede aos moradores que, em situações parecidas, liguem para os órgãos responsáveis e tirem as dúvidas.

 

Os moradores prejudicados, que tenham dúvidas a respeito do reparo das casas, ressarcimento de pertences perdidos ou outras questões relacionadas à destruição causada pelas tempestades, podem entrar em contato com a Caixa Econômica Federal, através do número (42) 2101-9400.

 

Os órgãos que compõem a Defesa Civil podem ser acionados através dos seguintes telefones: 192 (Samu), 153 (Guarda Municipal), 197 (Polícia Civil), 190 (Polícia Militar), 193 (Corpo de Bombeiros) e 115 (Sanepar).

 

A Copel pode ser contatada pelo 0800 51 00116. Já a prefeitura atende no número (42) 3220-1000.