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Em defesa das reclamações tecidas sobre o serviço, a empresa responsável pela concessão do transporte coletivo em Ponta Grossa, Viação Campos Gerais (VCG), aponta a falta de estrutura no trânsito da cidade como um dos principais empecilhos para o transporte coletivo.

Segundo a assessora de imprensa da VCG, Cristiane Dresch, o problema dos atrasos está na infraestrutura da cidade, que não é suficiente para o inchaço de trânsito que se desenvolveu nos últimos anos.

“No cenário que existe hoje, nós não conseguimos cumprir esse horário. Não existe uma canaleta exclusiva e um sincronismo de sinal para facilitar passagem”, explica.

De acordo com Cristiane, o maior problema hoje é que, quando as tabelas de horários foram feitas, havia 60 mil veículos emplacados com a mesma estrutura viária de hoje. Por conta disso, não se consegue cumprir o horário nas horas de pico, por mais que esteja rodando com 100% da frota.

“Os carros de Oficinas, nos horários de pico, demoram cerca de três à quatro minutos para deixar o terminal, por exemplo”, diz a assessora.

Problema também reconhecido pela VCG é o de que certas linhas exigem maior quantidade de veículos, enquanto há outras em que sobra espaço nos veículos existentes.

Quanto a esse problema, Cristiane explica que há linhas com baixo índice de usuários, ou seja, veículos que transitam com poucos passageiros, o que causa prejuízo para a empresa.

Os usuários da Vila Maria Otília, por exemplo, já organizaram abaixo assinado com mais de 1000 assinaturas para a disponibilização de mais um ônibus na região. Para esse problema, o membro do Conselho de Trânsito, Carlos de Mario, explica que um dos projetos da atual gestão municipal é a Linha do Trabalhador. A ideia é fazer uma ligação direta entre o terminal e a área industrial, com o objetivo de desinchar as linhas terminal/centro.

O próprio “Sem Parar” já foi uma medida para evitar que os carros entrem em comboio. Entretanto, se nos horários de pico houver congestionamento pelas vias principais, o veículo também será prejudicado, afirma De Mario.

 

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“Tem que reclamar com o prefeito, que é quem manda no transporte coletivo, nós apenas fiscalizamos”, explica o membro do Conselho de Trânsito, Carlos de Mario. De Mario ressalta que é preciso cobrança e que no governo passado houve omissão do povo em reivindicar.

A assessora da Viação Campos Gerais, Cristiane Dresch, também afirma que a empresa age somente como o órgão gestor (prefeitura) determina e que não tem a atribuição de redimensionar o transporte coletivo da cidade.

No caso dos ônibus que cobrem as Vilas Amália e Cipa, por exemplo, existe uma previsão de rever a oferta de ônibus. “Repassamos para o município a necessidade de redimensionamento da área”, conta Cristiane.

Uma das propostas da empresa para melhorar a qualidade do serviço é o sistema de geogerenciamento, que funciona através de um dispositivo instalado no veículo para informar sua localização.

“O sistema informa há quanto tempo o veículo está no terminal, e quão longe está. E isso será disponibilizado em tela, como nos aeroportos”, diz a assessora da VCG.

Porém o Conselho de Trânsito adianta que a administração estuda no momento a implantação de canaletas de tráfego para ônibus, que podem substituir as vagas de estacionamento.

Com isso, a expectativa é de que pelo menos uma parte do problema seja solucionado. Somadas as estratégias para os horários atrasados, está o “Sem Parar”, onibus que só faz paradas nos terminais e não nos pontos.

Carlos de Mario reconhece os problemas de trânsito da cidade, como a dessincronização de sinaleiras e o excesso de tráfico. “A atual gestão está trabalhando em cima de uma maior fiscalização e de uma avaliação de todo o sistema, mas é difícil eles terem um aval completo da situação”, completa o membro do Conselho.

O que é dito como essencial por ambos os órgãos e empresas é que o povo precisa reclamar e averiguar seu direito de ter um transporte público de qualidade.

O conselho sugere reuniões para diálogo sobre projetos e novas reformulações, ao mesmo tempo em que destaca o valor da cobrança por parte dos usuários do transporte público.


Editorial: O problema é de quem?

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O Grupo de ABADÁ-Capoeira (Associação Brasileira de Apoio e Desenvolvimento da Arte Capoeira), da comunidade do Maria Otília, região de Oficinas, viaja neste fim de semana para participar dos jogos mundiais da ABADÁ, que acontece entre os dias 23 e 25 de Agosto.

A Associação ABADÁ-Capoeira completa 25 anos este ano e possui capoeiristas em 60 países.

A competição será no Rio de Janeiro/RJ e reúne 5 mil atletas . Para participar dos jogos o capoeirista deve ser membro da Abadá. Além das competições, também será feito a trocas de cordas (graduação), para os capoeiristas.

Entre os atletas de Ponta Grossa vão participar dos jogos o professor graduado Denis Souza, (corda verde); Ana Valéria (corda cru-amarela); Fabiano Calistro (corda cru-amarela). “ A nossa pretensão é que no próximo ano, mais atletas de Ponta Grossa possam participar, diz Souza.

Arquivo Comunitário:

24/07/13 - Grupos de Capoeira Abadá e Guerreiros dos Palmares fazem integração no Calçadão

A Associação de Moradores da comunidade Maria Otília, na região de Oficinas, realiza no próximo domingo dia 19 de maio, um bingo beneficente para arrecadar fundo para a associação.

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Na comunidade do Maria Otília, a tarde de sábado das crianças é repleta de atividades esportivas, dentre elas o futsal, tênis de mesa e voleibol. As atividades são organizadas pela direção do Colégio Espírito Santo.