altA linha de ônibus que trafega pelo trecho da Avenida União Pan-americana seria, conforme o departamento da Secretaria de Planejamento, “altamente deficitária”, mesmo com uma média de 1.600 passageiros por dia útil. Moradores afirmam que, em dias de chuva, o transporte coletivo evita a rua, contornando o quarteirão para não correr o risco de atolar na lama que se forma.


A presidente da Associação de Moradores da Vila Ferroviária, Raquel Carvalho, no bairro de Oficinas, denuncia a falta de pavimentação em uma das principais ruas do local, justamente na qual existe um ponto de parada do transporte coletivo municipal, a Avenida União Pan-americana.

O trecho de estrada, com cerca de 2 km de comprimento, é o único de toda a linha viária que ainda não recebeu pavimentação na Vila, explica Raquel. “Em uma reunião com as associações, o prefeito Pedro Wosgrau disse que a pavimentação de várias ruas de Oficinas seria realizada, inclusive a do ônibus. Tem uma verba do Governo que é destinada para isso, para a linha do ônibus. Mas até agora, o asfalto não saiu”, conta.

Segundo o chefe da Divisão de Fiscalização Viária, Luiz Eduardo Lemes, as verbas para a pavimentação das linhas viárias são obtidas através do órgão Paraná Cidade, do governo estadual, e do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird). Entretanto, a Avenida União Pan- americana não teria recebido o asfalto por uma questão de prioridades.

“Em uma primeira etapa, procuramos atender as ruas com maior densidade populacional, pois existe uma demanda mais urgente pelo asfaltamento. É o caso da região de São Francisco e do Jardim Esperança.” Outro problema, continua Lemes, seria o baixo IPK (Índice de Passageiros por Kilometro) da linha Vila Rica, que trafega pela rua. “Esse índice deve ser de pelo menos 2,20, correspondente ao preço da passagem. Na linha Vila Rica, o IPK é de apenas 1.02.

Mesmo depois da realização de um abaixo-assinado pelos moradores da Vila Ferroviária, Lemes não estabelece uma previsão exata para a pavimentação do trecho. Alega, no entanto, que todas as ruas pelas quais trafega o transporte coletivo receberão asfalto, seguindo a ordem de prioridades.

A comunidade da vila Maria Otília está enfrentando problemas com a falta de estrutura do campo de futebol e da associação de bairro, fundada em 1984. A estrutura não oferece segurança: o telhado que abriga a churrasqueira ameaça desabar e o campo esconde algumas armadilhas, como buracos e alambrado deficiente.

O presidente da associação reclama da  falta de incentivo  do município e relata que muitas vezes conta com o apoio de vizinhos para manter a “casa em ordem”.


Alambrados deficientes, buracos no interior do campo, vidros quebrados e um telhado que ameaça desabar compõem o cenário esportivo da vila Maria Otília. A sede da Associação de Moradores Espírito Santo, inaugurada em 25 de maio de 1984, enfrenta problemas estruturais que colocam em risco a segurança dos moradores.

É possível encontrar por todo o espaço cacos de vidros, telas enferrujadas, goteiras e pichações. Os vestiários, que nem chegaram a ter suas obras concluídas, servem agora como abrigo de andarilhos durante a noite e acumulam pilhas de lixo.

O atual presidente da associação, Orlando Godeski (foto), relata as dificuldades de manter o local em ordem. “Desde que assumi a presidência, no início deste ano, nós enfrentamos o mesmo problema. É difícil até para manter o corte de grama e a limpeza em dia. A prefeitura já tem conhecimento da nossa situação, mas até agora não tivemos resposta alguma”, diz Orlando.

Em nota, a Secretaria de Esportes e Recreação de Ponta Grossa declarou que, no mês de setembro, realizou levantamentos nos espaços esportivos dos bairros. O objetivo do trabalho foi verificar as melhorias necessárias, principalmente nos   campos de futebol das vilas.

Segundo o secretário de esportes, Marcelo Martins, o campo da Maria Otília já foi vistoriado : “é um dos espaços que apresentam melhores condições em toda a cidade”, ressaltou. “Se você ver a realidade dos outros cento e quarenta campos da cidade, vai achar que muitos outros precisam com mais urgência dos reparos”, disse Marcelo.

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O secretário afirmou que alguns benefícios, como a iluminação e o conserto do alambrado, estão previstos para beneficiar o campo da Maria Otília. No entanto, a verba destinada só chega em 2010.

Enquanto aguardam as melhorias no espaço, alguns moradores lamentam a situação em que ele se encontra.
 “Dá um desgosto na gente de ver um campo tão bom sendo desperdiçado”, desabafa Eduardo Petrankoski, morador do bairro e frequentador assíduo do campo.

“Venho aqui quase todos os fins de semana, e já não é difícil ver alguém saindo machucado por causa do mato que esconde cacos e pedaços de arame do alambrado”, relata Eduardo.

* A secretaria de obras do município foi procurada pela nossa redação, mas não se pronunciou a respeito da manutenção da sede da associação de moradores do bairro.

 

altDuas escolas do bairro Oficinas disputaram o terceiro lugar de futsal do grupo II na edição XXV dos Jogos Estudantis Municipais.