A despeito da fama de ser o reduto do samba na cidade, hoje o bairro de Olarias possui apenas uma escola de samba atuante, a Sociedade Recreativa Escola de Samba Águia de Ouro. A entidade sofre, no entanto, com a falta de recursos financeiros para organizar o desfile para o próximo ano.

O terreno da antiga Imcopa está abandonado há 8 anos sem uma perspectiva concreta de novos planos para o local

Não é de hoje que o terreno da Imcopa (Importação e Comércio Paraná) traz dor de cabeça para os moradores do bairro Olarias. O terreno de 24 mil m², equivalente a 3 campos de futebol, que sediava a antiga empresa de importação e exportação de grãos e óleo de soja, foi abandonado em 2007. 

 

Dos benefícios trazidos com a Imcopa aos malefícios do abandono
Surgimento da empresa na cidade de Ponta Grossa

 

O mato cresce entre as ruínas da fábrica e os restos de aços, madeiras e vidros quebrados pelo chão

A vinda da Imcopa para Ponta Grossa, no ano de 1960, além do desenvolvimento industrial para a cidade, acabou beneficiando, especialmente, os moradores do bairro de Olarias. “Quando construíram a Imcopa, isso valorizou muito o bairro, pois foi feita a pavimentação e rede de saneamento em Olarias que antes não existiam”, conta Laertes. A empresa também gerou emprego para os moradores do bairro, que passaram, em sua maioria, a trabalhar na fábrica.

Já Rosemari Teresinha, moradora das redondezas do terreno, ressalta que a Imcopa não trouxe apenas coisas boas para o bairro. “Embora tenha contribuído para o desenvolvimento, a fábrica provocou poluição e mal cheiro por causa da soja podre, o que nos incomodava muito pois já éramos moradores desde aquela época”, afirma.
Com o abandono em 2007, os benefícios que a empresa trouxe foram substituídos por diversos problemas decorrentes da falta de limpeza e de segurança, já que o terreno não é completamente cercado.

“Houve uma época em que motoristas entravam com carros no terreno para fumar maconha”, conta Laertes. A polícia entrou várias vezes no local para zelar pela segurança dos moradores, mas além disso, não há contratação de seguranças particulares por parte dos moradores e também pelos donos do lugar.

O Sargento Lucas Oliveira, do Batalhão da Polícia Militar da cidade, afirma que é feito o patrulhamento diário do município todo. No entanto, não há um plano de segurança específico para a região onde funcionou a unidade da Imcopa. “Há viaturas que atendem as ocorrências, mas não há uma equipe exclusiva para a área da Imcopa ou para o bairro de Olarias”, conta.

Em casos de roubos, assaltos ou outros problemas relacionados à segurança, a orientação policial é de que o indivíduo ligue, imediatamente, para a polícia que fará os encaminhamentos necessários.

Até o fechamento desta matéria, o atual dono da propriedade não respondeu nenhuma tentativa de contato da equipe de reportagem.

Surgimento da empresa na cidade de Ponta Grossa
Terreno da Imcopa permanece abandonado e com futuro incerto

 

 

É membro da comunidade católica do bairro Olarias? Então não perca a celebração que começa às 19h30. O objetivo é apresentar o grupo de aproximadamente 30 crianças que participam da catequese, uma formação religiosa.

Como forma de arrecadação para a festa de formatura, a turma do terceiro ano do curso de Engenharia de Alimentos da UEPG realizou um bazar “com preço de desapego”, como descrevem o evento, uma técnica popular realizada em bairros pelas turmas que estão prestes a se formar. O evento aconteceu no dia 18 de outubro, na Associação de Moradores de Olarias.