Com o telhado esburacado, quintal com grama alta e paredes danificadas, a Associação de Moradores da Vila Liane necessita de uma reforma. A Prefeitura prometeu, em reunião no começo de 2010, uma verba de R$ 10 mil, mas até agora nenhum dinheiro foi repassado para auxiliar na construção. O local é utilizado para bazares e aniversários, mas o aluguel não é suficiente para cobrir as despesas.

 


A sede da Associação de Moradores da Vila Liane está com problemas na estrutura e necessita de muitas reformas. As paredes precisam ser rebocadas; piso, trocado; e quintal, limpo. O telhado cheio de buracos tem até ninhos de pombas que o presidente da Associação, Osni Pereira, tenta, em vão, retirá-las do local.

O presidente da Associação cobra alugueis para utilização do espaço para bazares e aniversários, mas esse dinheiro não é suficiente nem para pagar as contas da sede – o aluguel gira em torno de R$ 130,00.

É raro acontecerem mais de três eventos por mês, o que torna a reforma do lugar um sonho distante. Como solução, Osni optou por “remendos”, isto é, pequenas reformas feitas com o dinheiro que sobra e alguma verba que vem da locação do ginásio do bairro, na Praça Santos Lima.

Segundo Osni, no começo deste ano foi realizada uma reunião com o prefeito e os presidentes das Associações de Moradores da cidade. Na época, foi prometida uma verba de R$ 10 mil para essas associações, mas até agora nada foi entregue para a Vila Liane. “Não precisa entregar o dinheiro na nossa mão, mas podiam fazer uma carta de crédito em qualquer loja de material de construção que já ajudava bastante”, afirma o presidente.

Wilza Wall é moradora da Vila Liane há 20 anos, e afirma que, nas atuais condições da Associação, o local já não é mais atraente para os moradores. Além disso, ela diz que a sede não cumpre com as funções a que se propõe, como ser um lugar onde os moradores possam levar suas reclamações e idéias para melhoria do bairro. “A Associação deveria trazer projetos para a comunidade, promover cursos e atender o público, mas isso não acontece”, afirma.

Segundo a chefe de Gabinete da Prefeitura, Liliana Tavarnaro, mesmo que tenha sido realizada a reunião em janeiro e a verba tenha sido prometida, é necessário um pedido protocolado por parte do presidente da associação, para que o repasse seja analisado e aprovado. Por isso, segundo a chefe de Gabinete, o dinheiro não foi entregue à entidade.