Muitos locais históricos em Ponta Grossa não são valorizados. Alguns ou são demolidos ou são reformados para abrigarem construções dos mais variados tipos. No caso da “Feirinha do São José”, tradicional na cidade, o governo municipal escolheu a segunda opção.

Para Secretário, retirada da feirinha é questão de justiça social
Feirantes ainda não sabem para onde ir
Frequentadores lamentam o fechamento da feirinha
EDITORIAL: Local de valor histórico e cultural

 

Os moradores mais antigos de Ponta Grossa certamente já ouviram falar da “Feirinha do São José”. O local possui mais de 30 anos de existência e se tornou um ponto tradicional na cidade. Mas, em breve, a feirinha deve parar de funcionar. Até dezembro deste ano, os 13 comerciantes devem deixar o local.

Os comerciantes se uniram e formaram uma Associação, presidida até o momento pela também comerciante Jessimara Leminski, para tentar pressionar o poder público. Ela afirma que, mesmo após várias reuniões com a Secretaria de Agricultura, não houve acordo.

O terreno onde funciona a Feirinha pertence à Prefeitura, mas o local foi cedido para a Associação para ser utilizado até 2011. Em entrevista recente ao Portal Comunitário, o vereador George de Oliveira (PMN), que passou a mediar as negociações entre comerciantes e a Prefeitura, afirma que as cláusulas do contrato estão confusas.

O governo municipal pretende reaver o terreno e utilizá-lo para outros fins. Os comerciantes não sabem a quem recorrer, mas continuam no local. Um ponto em comum na fala de todos é o fato de que ao longo das mudanças no governo municipal, muito foi prometido e pouco foi feito.

Vários prefeitos se comprometeram com a regularização da feirinha, inclusive durante a campanha eleitoral, mas não fizeram nada. A atual gestão fez tentativas de acordo com os feirantes, mas estes sairiam prejudicados, pois tiveram que optar entre comprar o terreno ou sair de lá.

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