feira do são joséComo a negociação não aconteceu, a Prefeitura acionou na justiça. Os feirantes vão permanecer no local até chegarem as confirmações oficiais. Os prazos de despejo, fixados primeiro para dezembro de 2010, depois para março de 2011, não se cumpriram.

Após cinco meses do prazo de despejo, a feirinha de São José permanece no mesmo lugar. A Prefeitura pretende construir no local um Centro Municipal de Educação Infantil 9CMEI). Para isso, requereu a desocupação antes do fim do período estabelecido na permissão de uso.

O primeiro prazo para desocupação era até 31 de dezembro de 2010, e nova data previa liberação do terreno até 31 de março. As negociações entre feirantes e poder público se arrastam sem solução.

A feirinha de São José, como é conhecida na cidade, está no mesmo lugar há mais de 40 anos. A Associação da Feira Livre de São José tem uma permissão de uso do local válida por cinco anos, até junho de 2011.

A Prefeitura afirmou que deseja intervir nesse prazo antes da data final, pois se sustenta na diversidade das cláusulas. “Foi feito um pedido de reintegração de posse do terreno. O município tenta fazer uma negociação amigável antes de acionar a justiça”, explica Edgar Hamps, assessor municipal de governo. Como o meio amigável não deu resultados, pois os feirantes não aceitaram a saída do local, a Prefeitura levou o caso à Justiça.

A feira é uma referência histórica para o bairro São José e região e também um ponto de encontro, pois entre as 20 bancas há salão de beleza, padaria, loja de roupas, lanchonete e um restaurante. Até o momento todos os feirantes permanecem no local.

“Ainda ninguém chegou aqui e mandou a gente sair, então por enquanto vamos ficando por aqui”, conta Lidia Iaçiuk, presidente da Associação e feirante no local há 8 anos. A presidente diz que a feira está sendo representada por um advogado no caso.

A Prefeitura precisa esperar a decisão da Justiça, antes tomar qualquer atitude quanto ao despejo. O assunto gerou  polêmica no ano passado, quando feirantes e os próprios moradores saíram em defesa do lugar, questionando se não haveria outro espaço para construção do CMEI e defendendo a feirinha do São José como um patrimônio cultural da cidade.

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mulher feirante