orfas1-25-08-11Depois de vários acordos e prorrogações de prazo para desocupação, os comerciantes da Feirinha do São José tiveram de deixar o espaço no ultimo mês de julho. A Prefeitura alega que o local deixou de ser uma feira de produtores e virou um comércio.

Os comerciantes da Feira do São José estão procurando outros lugares para trabalhar, pois o local onde se encontrava a feira está em processo de demolição. A Prefeitura Municipal de Ponta Grossa iniciou o procedimento no mês de julho, firmando-se na alegação de que o caráter inicial da feira havia se perdido e de que no lugar de artesanatos e de pequenos produtores havia comerciantes.

A desocupação do local da feira já vinha sendo questionada desde o ano passado: “Os serviços e as ofertas não mais retratavam produção artesanal local, nos moldes pretendidos de fomento à produção local e ao pequeno produtor. Ou seja, transformou-se numa feira comercial, e ainda por cima usando espaço público”, declara o assessor de imprensa da Prefeitura, Edgar Hampf. No inicio de 2010 a Prefeitura colocou o terreno à venda para os feirantes, mas sem condições para a compra, não houve acordo.

Em meados de 2010, a Prefeitura fez um acordo com os lojistas para a desocupação do local, e posteriormente ampliou o prazo originalmente concedido. A data original de desocupação era 31 de dezembro de 2010 e foi transposta para 31 de março de 2011.

“O município sustenta, inclusive judicialmente, que o imóvel está sendo ocupado de maneira irregular. E, além disso, todas as despesas com água e luz são custeadas pelos cofres públicos, o que também não é devido nem regular”, afirma Hampf.

Lidia Laçuk, que era presidente da Associação da Feira Livre do São José e trabalhava na feira há 8 anos, conta que dos 16 feirantes apenas seis conseguiram voltar a trabalhar em outro lugar: “A situação não é fácil, mas estamos esperando que os clientes voltem a nos procurar”.

A feira, que era considerada referência histórica na cidade, pois estava no mesmo local desde o inicio dos anos 1990, também servia como espaço de sociabilidade entre os moradores. O local contava com 24 boxes, onde se comercializava artesanato, pães, bolos, pastel, além de serviços de cabeleireiro e restaurantes. De acordo com Hampf, o local está sendo preparado para que seja objeto de um novo espaço público.

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