altAtualmente cerca de 300 processos contra empresas da área de asseio e conservação estão em trâmite na Justiça do Trabalho de Ponta Grossa.

Segundo a advogada do Siemaco, a maior parte dos casos acontece nas rescisões de contrato pelo fato de as empresas não pagarem o "acerto".
Mas há também casos de não pagamento de horas-extras e fundo de garantia. Um processo trabalhista dura aproximadamente dois anos.

No sindicato (foto), o número de processos aumenta no final e começo de ano, quando muitos contratos são rescindidos


Andressa Fernandes, uma das advogadas do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação (Siemaco), conta que a maioria dos processos ocorrem quando os contratos são rescindidos, pois a empresa não possui patrimônio suficiente para arcar com essas despesas.

Mas há também diferenças de valores, como falta de pagamento de horas-extras ou fundo de garantia não recolhido. Processos como estes têm duração média de dois anos.

Fátima Martinelli, sindicalizada há 13 anos, conta que nunca precisou da assistência jurídica do sindicato, mas que muitos conhecidos já utilizaram. “Eu nunca tive problema com empresa, graças a Deus, mas todos os que eu sei que precisaram usar receberam o que tinham direito”.

De acordo com a Justiça do Trabalho, atualmente estão em tramitação cerca de 300 processos, envolvendo 30 empresas de toda área de jurisdição do Siemaco de Ponta Grossa. No entanto o nome destas empresas não pode ser divulgado pela Justiça.

Andressa ainda conta que a quantia de casos atendidos não é perene, variando de acordo com a época do ano. No final e começo de ano,  quando boa parte dos contratos é rescindida, chegam a ser 120 ações por mês. Já nos outros meses, essa quantia cai para uma média de 30 ao mês.

Os associados não pagam nada pela assistência jurídica. Já um advogado particular chega a cobrar entre 20 e 30% do valor recebido. A remuneração das advogadas do Siemaco é feita através de honorários assistenciais sindicais, estipulado pelo juiz na hora da sentença e pagos pela parte perdedora.

Mas, além disso, as advogadas também dão orientações para quem precisar. Josiane Gadonski conta que, quando teve um problema de abuso por parte do ex-marido, foi auxiliada pelo Siemaco. “Elas me indicaram uma outra advogada pra me ajudar porque não é da área delas”.

Serviço:
O atendimento é feito na Avenida Carlos Cavalcanti, 327, das 9 às 12 horas e das 13 às 17 horas. Para mais informações, entrar em contato pelo telefone 3028-8688.