altAtualmente um trabalhador em posto de gasolina ganha R$ 674,62 mais vale alimentação.

Segundo o presidente do sindicato dos frentistas, a crise financeira é o principal argumento usado pelos donos de postos para não concordarem com a reivindicação de aumento.
A reunião com o sindicato patronal para discutir a proposta de um novo salário aconteceu nesta segunda-feira.


No última segunda-feira, 27 de abril, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Postos de Combustível e Petróleo (Sinpospetro-pg), Jacir dos Santos, encontrou-se com os membros do Sindicato dos Donos de Postos de Combustíveis (SindiCombustíveis) para discutir o aumento salarial para os trabalhadores.

O reajuste proposto é de 15% sobre o salário, descontando-se o vale alimentação. Atualmente os frentistas recebem R$ 518,94, mais uma taxa de periculosidade de 30% sobre esse valor. Além disso, recebem junto um vale alimentação de R$ 180,00. Ou seja, o recebimento total de um trabalhador em posto é de R$ 854,62.

Jacir acredita ser difícil alcançar os 15%. Para ele, o reajuste ficará em torno de 7%. O documento com o pedido de reajuste foi enviado para o SindiCombustíveis no começo desse mês. A princípio, o novo valor salarial começa a valer a partir da data-base, ou seja, 1º de maio.

A auxiliar administrativa do Sinpospetro-PG, Kasue Takasugi, explica que se o aumento for aprovado depois dessa data, os donos de postos terão que pagar os salários retroativos a essa data.

Segundo Jacir, o principal argumento utilizado pelos donos de postos de combustíveis contra o aumento é a crise financeira mundial. Entretanto, para ele, esse argumento não tem lógica.

O presidente argumenta que, no ano em que o governo diminuiu o IPI e há um aumento de vendas de carros em 32%, não tem como eles alegarem que a crise tem afetado o ramo. “Quanto mais carro nas ruas, mais carros precisam de combustível”, critica.