altA exposição freqüente ao cheiro de combustível, o contato muitas vezes direto com o mesmo e necessidade de um extremo cuidado na manipulação do benzeno são alguns dos argumentos defendidos para que os empregados em postos de combustíveis consigam direitos especiais para aposentadoria.

A reunião acontece na nesta terça-feira, 14 de abril, com o presidente do Senado e o do Congresso Nacional.O presidente do Sindicato dos Empregados em Postos de Combustíveis e Petróleo de Ponta Grossa e Região (Sinpospetro-PG), Jair dos Santos, vai a Brasília nesta terça-feira, 14, se reunir com o presidente do Congresso Nacional, Michel Temer, e o presidente do Senado, José Sarney.

A reunião terá a participação de representantes da categoria vindos de todo o país. O objetivo é levar a proposta de uma aposentadoria especial para a categoria.

Segundo Jair, essa aposentadoria específica existia, porém foi cancelada no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A proposta a ser discutida prevê um aumento no tempo de serviço de 40% proporcional ao número de anos trabalhado.

Ou seja, se o empregado trabalha há 10 anos na profissão, pela nova proposta, ele teria 14 anos de serviço. Com isso, quando o trabalhador estiver com 25 anos de profissão, poderá se aposentar por tempo de serviço, como se tivesse trabalhado 35 anos.

Outro argumento em favor dessa aposentadoria especial são os riscos enfrentados pelos profissionais. Como conta a auxiliar administrativa do Sinpospetro-PG, Kasue Takasugiu, mesmo com as evoluções na área de segurança, às vezes ainda ocorre o contato com a gasolina após o abastecimento. Isso, sem falar da inalação do cheiro forte do combustível e o perigo ao manusear o benzeno, um produto altamente tóxico.

O presidente do sindicato lembra muitos casos de frentistas que ficaram com manchas na pele e problemas respiratórios devido a essas situações.