A exemplo do que está acontecendo no estado, trabalhadores da empresa em Ponta Grossa realizam paralisação de 24h até a meia-noite de hoje (22).

Em mais de 20 anos esta é a primeira vez que os empregados da Companhia param por reajustes salariais. Em nota, a Copel afirma que a proposta de aumento de 5,58% é a melhor possível.“Consideramos desproporcional o movimento de greve iniciado por sindicatos que pretendem paralisar os serviços da empresa em prejuízo da população paranaense”.

Para cumprir as leis do movimento grevista, a empresa garante o funcionamento de 30% dos serviços básicos. Segundo informações do representante da assessoria, Ronnie Oyana, as áreas mais importantes como o auto atendimento e o atendimento de emergência não serão afetados.

Dos 433 empregados da Companhia em Ponta Grossa, 329 participaram da assembleia que decidiu pelo movimento no dia de hoje. A partir das 8h da manhã os eletricitários se reúnem  na Rua Joaquim Nabuco. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Concessionárias de Energia Elétrica de Fontes Hídricas, Térmicas ou Alternativas de Ponta Grossa (SINEL), Jimi Hélio Ferreira, conta que a paralisação é a primeira das manifestações. Se a diretoria da empresa não abrir negociação, os funcionários de Ponta Grossa acompanham o comando grevista de todo o Paraná, paralisando 48h entre os dias 29 e 30 de novembro.

“Se não for possível a negociação, poderemos parar por um tempo mais longo, mas o Sindicato não tem a intenção de prejudicar a população com a falta energia”. Ferreira acredita que a maioria dos empregados de Ponta Grossa devem aderir ao movimento. “Como grande parte do nosso efetivo participou das discussões, penso que eles vão protestar junto com o sindicato”.O SINEL não obriga nenhum trabalhador a aderir à causa.

A funcionária do setor administrativo da Copel- Curitiba, Mônica Teixeira, afirmou que vai trabalhar, pois ela não concorda com o ato. Os Sindicatos querem que a empresa abra as negociações o mais rápido possível. O pedido é 8,5% de reajuste, o que significa 2,5% de aumento real.

A Copel ofereceu 5,58%. A proposta foi recusada em assembléia que contou com a participação de 5.840 funcionários, 61% do total de empregados.

Salvar