Há mais cemitérios em Ponta Grossa do que na capital do Estado. A iniciativa particular realmente está tomando frente e partido para problemas e situações sociais, mas o serviço público também precisa ser garantido. E, para reforçar, a população também deve cobrar pelos seus direitos.

Muitas associações de moradores reivindicam a instalação de capelas mortuárias em seus bairros. Mas é preciso destacar que a cidade que conta com 21 cemitérios municipais não deixa a desejar na quantidade de capelas. Cinco bairros da cidade têm capela própria, algumas delas são duplas e a capela São José pode realizar seis velórios ao mesmo tempo.

Onde está o problema então? Na falta de informação. É preciso entender os processos burocráticos que são necessários para o requerimento de capelas e realizá-los. Antes disso, é pertinente compreender o que é e o que não é viável. Muitos bairros querem a capela por uma questão de praticidade e facilidade de acesso. E não há mal nenhum nisso. Ideal seria se todos os bairros pudessem ter a sua sede.

No entanto, a questão de velório pode ser resolvida de maneiras mais simples, já que não existem restrições de lugares para isso. A construção de capelas é viável em grandes áreas e em locais de bastante demanda. Talvez o problema de funerais esteja muito mais concentrado nos locais para o enterro, do que nos locais para o velório.

As reivindicações por melhorias em bairros são necessárias e precisam continuar sendo feitas, como forma de garantir alguns direitos e de mostrar para o poder público que a população tem noção de que ainda falta muito para o ideal. Mas é fundamental estar bem informados sobre as condições e demanda de cada localidade, para os argumentos se manterem diante da justificativa pública.

Veja a reportagem: Número de Capelas Mortuárias é suficiente para demanda da população