A atividade busca reunir os ciclistas da Ponta Grossa e incentivar quem está começando o esporte. No último mês a sugestão da Autarquia Municipal é que os ciclistas que coordenam a pedalada usem um colete refletivo e um farol para facilitar a segurança. As ciclovias da cidade não são usadas pelo grupo porque possuem baixa quilometragem.

 “O pedal evoluiu, antes respeitavam menos. Hoje as pessoas são mais conscientes de que a bicicleta é um veículo como qualquer outro. E o respeito pela sinalização tem que vir dos ciclistas também”. A avaliação é de Osley da Luz, que participa há dois anos do Pedal Noturno. Osley acredita que, apesar dos avanços, ainda é preciso promover mais eventos para conscientizar ciclistas e motoristas. Já Carlos Jessé está há um ano no Pedal. “Conheci através de amigos. Apesar de já praticar atividades físicas, no início foi complicado pegar o ritmo”, diz.

Os profissionais do ciclismo também fazem o Pedal Noturno. Marina Beatriz Bremm é da Liga de Ciclismo Campos Gerais (LCCG) e desde o ano passado acompanha a atividade. “É importante para saúde e a pessoa pode participar por diversão ou para competir”, acredita.

Para pedalar, os ciclistas utilizam uma pista da via onde passam. O carro da Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes (AMTT) faz a segurança para que o último participante não fique desprotegido. Os ciclistas mais experientes auxiliam ditando o ritmo na frente do grupo, ou ‘fechando’ as ruas por onde passam, por exemplo.

Um dos coordenadores do Pró-ciclovias e participante do Pedal Noturno, Marcus Vinicius Adamowicz Filho, explica: “o carro da Autarquia limita e acua quem queira avançar pra cima do ciclista. O número de participantes novos aumentou com a segurança reforçada.” No inverno o Pedal concentra cerca de 50 ciclistas e no verão, passa de 100.

“O grupo nos procurou para melhorar a segurança dos ciclistas, pois quando temos pessoas em via pública é dever da Autarquia acompanhar, no caso, a prática esportiva”, relata o diretor da AMTT Luciano do Vale. O diretor acrescenta que a AMTT faz encontros com a coordenação do Pedal para resolver problemas e evitar acidentes. “Estamos tentando conseguir mais uma viatura para acompanhar o grupo, mas como o efetivo é pequeno fica complicado”, acrescenta.

 

Mas, afinal, por que as ciclovias não são utilizadas pelo Pedal?


Segundo Marcus Vinícius, foram construídos alguns quilômetros de ciclovia na cidade, mas não são suficientes para uma pedalada longa. Além disso, os espaços são desconexos entre si e compartilhados com o pedestre, o que dificulta a agilidade aos ciclistas. “O risco é caírem em desuso e posteriormente, se tentarmos reivindicar outras ciclovias, a prefeitura dizer que foram feitas algumas, mas não foram utilizadas”, conclui Marcus. O diretor do departamento de trânsito confirma a avaliação do Marcus: “As ciclovias começam, mas não terminam e são pequenas. Possuem, em média, um quilômetro de extensão e o passeio chega a quase trinta quilômetros”, explica.

 

Entenda os movimentos


Pró-ciclovias: Coletivo atuante desde 2008. Surgiu com a proposta de discutir a questão política da cidade em relação à mobilidade urbana e ciclovias. No inicio de 2014 a Secretaria Municipal de Obras propôs a criação de ciclovia de lazer próxima ao Parque Ambiental e consultou o coletivo sobre o assunto. O grupo não possui campanhas e eventos voltados ao grande publico. Segundo Marcus Vinícius, a intenção é realizar atividades para aumentar o grupo e, em seguida, fortalecer discussões sobre mobilidade na cidade e pensar em atividades ciclísticas. Saiba mais.


Liga de Ciclismo Campos Gerais (LCCG): É a entidade esportiva que representa o ciclismo local e que o município reconhece como representativa. São atletas locais que representam a cidade em competições. Tem eleição de representantes de dois em dois anos. No final de 2014 ocorre nova eleição. Saiba mais.


Pedal Noturno: Passeio ciclístico que acontece na terça e quinta-feira. A concentração dos ciclistas começa às 19h com saída às 19h30. A intenção é incentivar quem está iniciando o esporte e pedalar por rotas alternativas de Ponta Grossa. O passeio dura, em média, 2 horas. Saiba mais.

 

 Arquivo comunitário:

04/08/2014 - Diante de proibição, ciclistas reivindicam direito a ciclovias na cidade

26/05/2014 - Movimento Maio Amarelo organiza pedalada pela conscientização no trânsito

01/04/2014 - Reunião entre Autarquia e Pedal Noturno decide regras para pedaladas