Truco entre amigos, é comum para se distrair e se divertir

Em Ponta Grossa, existem inúmeros asilos, mas poucos centros de convivência, que proporcionam atividades de lazer. A Casa do Idoso é um deles. A entidade atende 80 idosos, que vêm de diversas regiões da cidade.

É o caso de Maria da Silva Ribeiro, 74 anos e moradora do Parque Bonsucesso. “Pego três ônibus pra vir para a Casa do Idoso. Acordo bem cedinho, pois tenho que realizar meus afazeres domésticos antes de sair de casa”, conta.

“Adoro vir aqui pra jogar dominó e baralho com minhas amigas”, relata Sebastiana Lourença, 75 anos, integrante da Casa do Idoso. Sebastiana, moradora da Vila Congonhas, também pega três ônibus para se deslocar de sua casa até a entidade.

“Nós gostamos muito daqui. Aqui é nossa casa. Somos sempre muito bem tratadas e recebidas. Já faz 10 anos que frequento a Casa do Idoso. Tenho minhas amigas aqui, são minhas irmãs”, expõe.     

Para a médica geriatra Valquíria Ribas, a saúde mental é um dos passos mais importantes para melhorias no cotidiano do indivíduo. Por isso, são necessárias atividades que os mantenham ativos e que, ao mesmo tempo, não sejam cansativas.

“As redes de relações são importantes fontes de suporte social e satisfação com a vida. A percepção de uma boa qualidade de vida está diretamente interligada à autoestima e ao bem-estar. Esses fatores estão associados à sociabilidade”, confirma.

Uma outra opção de centro de convivência, em Ponta Grossa, é a iniciativa “Sou eu”, que acontece na Vila Odete. O projeto oferece, além do lazer,  atividades físicas e de integração voltadas aos moradores do bairro.

O grupo tem um cadastro geral com cerca de 100 pessoas e atende uma média de 30 a 35 associados todos os sábado. E, mesmo sendo longe para alguns deles, as atividades valem a pena e eles enfrentam a distância.

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