p1certuNo mês de janeiro, foram distribuídas 2.330 doses em Ponta Grossa

A vacina contra o HPV (human papiloma virus), que antes era ofertada apenas para as meninas, está disponível para os meninos desde o dia 2 janeiro, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

A Unidade de Saúde Cyro de Lima Garcia, da região de Oficinas, recebeu certa de 35 garotos no primeiro mês de distribuição da vacina. A idade para tomar a vacina varia conforme o sexo da criança. No caso das meninas, ela é aplicada dos 9 aos 14 anos e, para os meninos, de 12 e 13 anos.

“As vacinas acontecem de segunda a sexta, das 8h30 às 11h30 e das 13h às 16h30. É necessária a apresentação da carteira de vacina e do cartão do SUS. A vacina é divida em duas doses, com seis meses de intervalo”, explica a técnica de enfermagem Yngrid Miranda, da UBS Cyro de Lima Garcia.

Pessoas que passaram por transplante de órgãos, que têm HIV, que são imunodeprimidas e têm de 9 a 26 anos também podem tomar a vacina, mediante comprovação. A iniciativa privada também oferece a vacina.

O Ministério da Saúde está introduzindo a vacina contra o HPV como uma política pública de prevenção e não de tratamento. A ampliação da vacina para o público masculino partiu de uma proposta da Câmara Federal apresentada ao Ministério da Saúde. O deputado Herculano Passos (PSD), em sua indicação, inclui os meninos no esquema de vacinação contra HPV.

“O Ministério diz que a vacinação é para evitar a contaminação antes que a menina ou que o menino sejam expostos à atividade sexual. Mas nós temos a contaminação sendo feita pelo contato de pele, não necessariamente com presença de secreções”, conta Úrsula Kemmelmeier, enfermeira e gerente de imunização da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Yngrid Miranda, técnica de enfermagem, comentou que já aconteceram situações na UBS em que a mãe não quis que a filha tomasse a vacina contra HPV. Uma das causas, de acordo com a técnica de enfermagem, pode estar na falta de diálogo entre os pais e os filhos.

“Eu sempre conversei com meus filhos sobre tudo. Acho importante eles estarem informados e preparados para a vida adulta. Por essa razão, é muito importante vacinar”, comenta Adriana dos Santos, mãe de uma menina de 9 anos e um menino de 13.

A vacina pode ter efeitos colaterais como dor no local da aplicação, febre e um ligeiro mal estar. Em função da faixa etária, há a possibilidade de ocorrer a síndrome do vaso vagal, em que de tanto pânico a criança tem enjoo, náusea, cefaleia, etc. Este último acontece com mais frequência quando são feitas ações em grupos e uma pessoa acaba influenciando outra.

A vacina ainda está sendo oferecida na modalidade campanha, mas foi introduzida na rotina. Dessa forma, ela foi colocada no calendário vacinal, passando a fazer parte do esquema normal de vacinas. Uma intensificação da vacinação está prevista para o mês de março, quando pretende-se a divulgação em meios de comunicação.

Junto à introdução da vacina contra o HPV para meninos, também está sendo oferecida a vacina contra a meningite para o público da mesma faixa etária.

 

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