Os sindicatos são formas de representação dos interesses de seus integrantes. Surgidos no século XVIII, como defensores dos anseios principalmente de trabalhadores – conhecidos como sindicatos laborais –, eles lutavam pela redução da jornada de trabalho (em torno de 18 horas diárias), melhores condições de emprego e respaldo para mulheres e crianças que trabalhavam nas fábricas de tecelagem inglesas, durante a Revolução Industrial.

Historicamente, os sindicatos surgiram como oposição à classe patronal, que também passou a se organizar em forma de sindicatos. Três séculos depois, os trabalhadores passaram a ser mais bem respaldados legalmente.

Exemplo disso é a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) sancionada pelo presidente Getúlio Vargas, em 1° de maio de 1943. Atualmente, os direitos (como os deveres) trabalhistas estão estabelecidos, e a relação conflituosa entre as classes foi reduzida. No entanto, essa imagem ainda persiste e impede um avanço na relação patrão-sindicato dos empregados.

Eliane Braune, secretária há 10 anos no Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social e de Formação e Orientação Profissional de Ponta Grossa (Senalba), afirma que ainda há um distanciamento entre os sindicatos e os trabalhadores, perpetrado, principalmente, pelos empregadores.

“Nós não somos contrários aos patrões, só informamos a lei”. O presidente do sindicato, Carlos David, afirma que o maior problema ainda é o pré-conceito dos empregadores.

Consequência disso é a ausência de trabalhadores representados pelo Senalba nas assembleias sobre o aumento de salário. Os empregados não frequentam o sindicato, pois acreditam na visão de alguns empregadores que serão manipulados para se posicionarem contra o patronato.

Para Eliane, trata-se de uma perspectiva errônea. “O sindicato vive dos empregados, por isso não queremos que as empresas acabem”.

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