altTodo começo de semana os garis responsáveis pelo setor da Avenida München têm trabalho ampliado. Isso porque todo o lixo gerado pelos fins de semana de festa é despejado direto nas calçadas. Com isso o serviço dos coletores dobra, além do clima desagradável e do perigo de se cortar com cacos de vidro.


Todas as segundas-feiras a Avenida München, no centro da cidade, amanhece cheia de sujeira. Isso porque, nos fins de semana, é lá que os jovens pontagrossenses se encontram para se divertir.

No entanto, toda essa badalação tem um preço. Quando a festa acaba, o que sobra é a sujeira das noitadas e quem é responsável por deixar a rua limpa novamente são os garis.


Carlos Ferreira, que é o coletor responsável pelo setor da Rua Bonifácio Vilela até o fim da München, reclama da quantidade de lixo que os frequentadores despejam na rua, principalmente entre o Arco da München e a UEPG.


“Toda segunda o trabalho atrasa porque tem muito mais lixo pra pegar. Seriam necessários dois garis pra fazer o serviço no tempo certo”, analisa. Entre todo o lixo que é despejado na München estão latas, garrafas, bitucas de cigarro e muito vidro de garrafas quebradas. Além da sujeira que é desagradável para quem passa pelo local, sempre há o perigo de se cortar com vidro, como explica a secretária Marcia Coelho. “Eu passo por aqui todos os dias, mas na segunda é complicado porque tem que ficar desviando dos cacos.”

A reclamação dos donos dos bares da região é de que não há lixeiras na calçada para os consumidores poderem jogar sua latas, garrafas e afins. “Se não tem lixeira eles jogam na rua”, diz Deusdete de Lima, dono de um bar na München.

No entanto, os responsáveis por providenciar a colocação de recipientes para jogar o lixo discordam quanto às suas obrigações. A Secretaria de Obras e Serviços Públicos, quando procurada, atribuiu a responsabilidade para a Ponta Grossa Ambiental (PGA) que, por sua vez, respondeu que só faz o serviço de instalação da lixeira e quem determina o local é a Prefeitura.

Além de toda a sujeira provocada pelo lixo, os usuários da rua na noite urinam nas paredes das lojas deixando o lugar imundo e fedido. Ana Paula Lizieri, que é gerente de uma loja da rua, diz que todo começo de semana um funcionário fica responsável por limpar a urina. “O cheiro é insuportável. Limpamos antes do clientes chegarem para não sentirem o fedor”, relata Ana Paula.

Sem o devido respeito, tanto dos usuários, quanto dos donos dos bares e também da administração pública, pelos pedestres e principalmente pelos garis que têm que limpar o lugar, o caso da sujeira que toma conta da rua todos os fins de semana continua sem perspectiva de solução.

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