altO caso Insol, relatado no Portal Comunitário em junho deste ano, está prestes a ser resolvido. No último dia 24 de novembro, foi decretada a recuperação judicial da empresa, o que garante aos trabalhadores o pagamento dos salários atrasados e o retorno às atividades. O SindBeb representou os interesses dos trabalhadores na assembléia realizada na 2ª Vara Cível de Ponta Grossa.

O Sindicato de Trabalhadores na Indústria de Cerveja e Bebidas em Geral, Azeite e Óleos Alimentos e Soja, Torrefação e Moagem de Café, Trigo, Milho e Mandioca, Panificadora, Confeitarias, Ração e Gráficos em Geral de Ponta Grossa (SindBeb), juntamente com os trabalhadores da Insol, que planta, colhe, armazena, processa e comercializa soja, estiveram presentes na assembléia que decretou a recuperação judicial da empresa. No último dia 24 de novembro, o juiz Gilberto Perioto assinou o despacho, com o voto de 85% dos credores.

Desde o último dia 29, a Insol retomou a produção. Os 60 trabalhadores retornaram às suas atividades em uma jornada de 12 horas. Os problemas enfrentados pelos funcionários da Insol, como o não pagamento dos salários, que levou o SindBeb a pedir o bloqueio dos bens da empresa, estão sendo resolvidos aos poucos. O vencimento do mês de abril, que ainda não havia sido pago, será acertado à vista até trinta dias depois da assinatura do despacho, para quem ganha até cinco mil reais. Acima desse valor, o total será dividido em 11 meses.

O presidente do SindBeb, Jorge Pitela, avalia como positiva a atuação do sindicato na representação dos funcionários da Insol. “Fizemos um pacto com a empresa, esperamos que eles honrem o compromisso assinado no Fórum e acertem o que falta com os trabalhadores. Agora, em relação a outras pendências, como o décimo terceiro salário, por exemplo, os funcionários vão ter que aguardar um pouco”. O 13º será pago no dia 1º de fevereiro, mas se a empresa tiver caixa, o pagamento pode ser adiantado. Pitela acredita que com a recuperação judicial, a empresa volta à normalidade.

O departamento de Recursos Humanos da Insol não quis se manifestar sobre os últimos acontecimentos. Segundo o departamento, apenas os representantes da Insol em Curitiba poderiam responder pela empresa. Os responsáveis foram procurados por telefone e e-mail, mas não deram retorno sobre o assunto.

Para o operador de pá-carregadeira da Insol, Rodrigo Fernandez, o resultado da assembléia foi positivo. “O salário do mês de abril está prestes a ser pago e a produção voltou. A empresa com certeza vai melhorar agora”, analisa.