altApós divergências entre cinco sindicatos paranaenses e a FTIA, Federação que representa os sindicatos dos trabalhadores das indústrias de alimentos no Paraná, foi criada a Feapar. O SindBeb juntou forças com sindicatos de outras quatro cidades e criou uma associação. O Ministério do Trabalho e Emprego concedeu o registro para o órgão, que funciona tendo como principlar objetivo manter o diálogo entre patrão e empregados.


No mês de outubro, completa um ano o registro da Federação dos Empregados em Indústrias de Alimentação do Estado do Paraná (Feapar). O órgão é formado pelo SindiBeb, que representa a cidade de Ponta Grossa e mais quatro sindicatos, das seguintes cidades: São José dos Pinhais, Londrina, Maringá e Curitiba. A Feapar foi criada com base em um projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados, que autoriza a criação de federações com um mínimo de cinco sindicatos (APL-186).


A Feapar surgiu após divergências entre estes sindicatos e a FTIA (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Estado do Paraná). “O que aconteceu é que houve diferenças nas formas de pensar. Nossa federação foi criada porque seguimos a linha do diálogo", conta Jorge Pitela, presidente do SindBeb.  

Para Pitela, a Feapar trabalha com o acordo, a conversa, entre sindicatos e patrões e isso é essencial para que ambos sejam bebeficiados. “No episódio da Insol, por exemplo, nós sustentamos o diálogo para chegar a um acordo. Não fomos logo atacando a empresa judicialmente”, afirma Pitela.

Para Josmar Camargo, diretor-secretário do SindiBeb, o desenvolvimento dos trabalhos tem tido bons resultados. “O objetivo do Sindicato não é se colocar contra o patrão. A Feapar representa isso, os ideais de diálogo para que os dois lados sejam atendidos”, comenta.

A Feapar já fechou as convenções do ano. O registro da concessão, dado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, pode ser lido no site da Imprensa Nacional (link abaixo). A sede da Feapar está instalada em Curitiba. O órgão, assim como outras associações sindicais, defende a bandeira da diminuição da jornada de trabalho para 40 horas, sem a redução do salário.