altO que acontece com os funcionários de uma empresa que passa por dificuldades financeiras? Teoricamente, o patrão entra num acordo com o empregado e dá a ele condições para se manter, pelo menos até que consiga outro emprego...
Mas não foi isso que aconteceu com a Insol. A empresa não pagou os salários atrasados dos funcionários e se recusou a liberar o FGTS.

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EDITORIAL:
Se a empresa quebra... Os trabalhadores pagam a conta?

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Funcionários aguardam ajuda do sindicato

Setenta e quatro dias sem receber salário. A situação, ocorrida com os trabalhadores da Insol, empresa ponta-grossense que planta, colhe, armazena, processa e comercializa soja, foi uma das mais extremas que o SindBeb presenciou. 

O Sindicato de Trabalhadores na Indústria de Cerveja e Bebidas em Geral, Azeite e Óleos Alimentos e Soja, Torrefação e Moagem de Café, Trigo, Milho e Mandioca, Panificadora, Confeitarias, Ração e Gráficos em Geral de Ponta Grossa cobrou, juntamente com os funcionários da empresa, o pagamentos dos salários e a liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) dos trabalhadores. 

Situação semelhante a essa só  aconteceu em 1990, com uma empresa da cidade que, assim como a Insol, estava passando por dificuldades financeiras. Na ocasião, os patrões chegaram a um acordo com os funcionários e tudo foi resolvido. Já  com a Insol, o sindicato precisou pedir até mesmo o bloqueio de bens da empresa, através do Ministério Público, após várias tentativas frustradas de acordo. 

No dia 14 de maio, a Insol depositou nas contas dos empregados o salário de um mês e prometeu acertar o restante dos vencimentos atrasados até o final de maio e de junho. Enquanto aguardam, os trabalhadores procuram emprego em outras empresas da cidade. 

Até o momento, quatro funcionários da Insol deixaram currículo para o Sindicato encaminhar a outros locais, enquanto seis já conseguiram emprego em outras empresas. 

A fábrica continua sem energia elétrica, água e telefone. A produção está parada há nove meses por motivos financeiros. O fim da safra anual de soja, a matéria-prima da empresa, é outro fator que dificulta o futuro restabelecimento da empresa.

A Insol do Brasil foi fundada em 2001. A matriz fica em Curitiba e, além de Ponta Grossa, há mais uma filial, no município de Maringá - PR, cujo funcionamento permanece normalizado. 

A unidade industrial da Insol em Ponta Grossa tem capacidade de processamento de 1,2 mil toneladas de soja por dia de operação. Os armazéns possuem capacidade de estocagem para 50 mil toneladas de soja, 8 mil toneladas de farelo e 4 mil toneladas de óleo.

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