altTrabalhadores de casas de diversão são atendidos pelo Sindehtur. No entanto, há baixa participação sindical e a instituição atribui o fato ao alto número de freelancers. Alguns destes trabalhadores alegam que preferem trabalhar desta forma, pois não existe horário fixo e podem escolher quando querem trabalhar. Outros utilizam deste artifício para complementar renda. E a grande maioria diz que consegue se divertir enquanto trabalha.


Uma das categorias atendidas pelo Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro e Similares e em Turismo e Hospitalidade de Ponta Grossa (Sindehtur) são os trabalhadores em casas de diversão. Esta modalidade representa os profissionais que prestam serviços em empresas de entretenimentos, danceterias, boates, salões de bailes e similares, casas de espetáculos e shows, salões de bilhares, casas de boliches, Kart-Indoor, diversões eletrônicas e parques de diversões.

Em Ponta Grossa, de acordo com o presidente do sindicato, José Guimarães, os principais problemas que esta categoria enfrenta são a baixa participação sindical e o grande número de trabalhadores informais.

Apesar de o sindicato não ter poder de fiscalização e autuação, está disponível para auxiliar os empregados em relação à busca por melhores condições de trabalho e de salário.

Rogério Bittencourt é gerente de um estabelecimento que oferece diversão na cidade e conta que prefere “ter na casa profissionais fixos, registrados, porque sabem melhor o trabalho e o ritmo da casa”.

No entanto, numa das danceterias da cidade, é difícil encontrar funcionários registrados. A maior parte trabalha e recebe por dia, ou seja, são freelancers.

De acordo com a maioria dos entrevistados, o trabalho também se torna diversão, pois fazem amigos e se contagiam com a alegria dos clientes.

Há também queixas. Mas estas são mais raras. Clientes que não querem pagar a conta ou que, ao invés de se divertirem, resolvem se estressar com brigas e discussões, acabam atrapalhando o dia-a-dia dos profissionais. Existem casos de agressões físicas e morais e também situações constrangedoras, nas quais os trabalhadores têm que intervir.