Os trabalhadores em turismo, área que inclui restaurantes, hotéis e similares, enfrentam diversos problemas em Ponta Grossa, como jornada de trabalho excessiva e às vezes ilegal, falta de pagamento de hora extra e pouca fiscalização.

Mesmo ilegal, funcionários fazem jornada de 12 por 36 horas

Sindehtur denuncia condições precárias de trabalho em PG

Trabalhador pode pedir fiscalização e entrar na Justiça

EDITORIAL: A culpa é de todos e todas


 


 
 
T. F., 19 anos, trabalha há cerca de cinco em restaurantes de Ponta Grossa. Atualmente é responsável por fazer a massa em uma grande pizzaria da cidade, localizada na região central.

O cozinheiro acorda depois do meio-dia para que consiga estar no trabalho até às 17 horas e sair às 23 horas, cumprindo seis horas, como consta em seu registro.

A legislação garante a ele e a qualquer empregado na área de restaurantes, hotéis e turismo em geral, uma jornada de trabalho de 44 horas semanais, sendo oito horas diárias de segunda a sexta-feira e quatro horas aos sábados.

Caso não haja intervalo de no mínimo uma hora para almoço, o máximo permitido diariamente é de seis horas.

A 'hora extra' permite que se estenda a jornada em até duas diárias, desde que tal trabalho seja devidamente remunerado.

“Em lugares mais sérios eu recebia horas extras. Agora não ganho nada e trabalho das 17 horas até meia-noite ou 1 hora, dependendo do movimento. O intervalo é de uns 15 minutos para lanche”, conta F.

O Sindehtur é a entidade que defende os direitos dos empregados de restaurantes, hotéis, condomínios e turismo em geral.

Segundo o sindicato, é impossível fiscalizar situações como esta. A única forma de descobrir é se o próprio trabalhador denunciar o problema para a entidade ou para o Ministério do Trabalho, o que raramente acontece.

“O problema da falta de pagamento de hora extra é muito comum em Ponta Grossa. Acontece em estabelecimentos grandes, mas é mais comum nos pequenos”, afirma José Guimarães, presidente do sindicato.
 
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