Alguns problemas de infraestrutura dificulta o trabalho dos agentes de trânsito. Entre eles, está a qualidade de equipamentos para uso diário e pessoal dos agentes. Não houve ainda a renovação da frota de viaturas nos últimos anos.


Segundo Luciano de Mello, diretor da AMTT, o que falta para os agentes são os veículos. “Temos viaturas que já estão mesmo muito desgastadas por conta do uso intenso. Mas ainda estão funcionando”, avalia.
Uma das dificuldades no trabalho apontada pela agente de trânsito, Karine Rodrigues, é a qualidade do material de trabalho. “O uniforme demora muito para vir e, por causa das licitações, o material é sempre o mais barato”, diz.
Os dias chuvosos dificultam o trabalho de Karine. Ela diz que o clima influencia na sua atuação. Para ela, nessas situações, a fiscalização do Estar não é eficiente. A chuva esconde a folha do Zona Azul, para que seja fiscalizado o cartão. Ele fica no painel abaixo do para-brisa dos carros. Não há o que proteja os agentes da chuva, impedindo a conferência dos cartões.
“A gente se esconde, algumas vezes, nas marquises das lojas, pois é preciso que o funcionário público esteja nas ruas trabalhando, para que o motorista veja o funcionário público trabalhando e para que ele possa comprar o bloco”, conta Karine, que ressalta que o trabalho continua assim que a chuva para.
Talita Almeida, motorista e usuária de estacionamentos privados, declara: “utilizo muito esses estacionamentos, pela comodidade de não ter horários e também pela segurança, coisa que não é possível com o Zona Azul, só o utilizo quando não há outra opção”.
Segundo o diretor do Sindicato dos Servidores de Ponta Grossa (SindServ), Roberto Serensovicz, os agentes de trânsito sofrem com a falta de mais agentes, revela: “As maiores obstáculos são as condições de trabalho e a falta de pessoal”.
Há duas categorias de agentes de trânsito, o pessoal do Estar que trabalha com o Zona Azul e o agentes de fiscalização, que realizam multas, blitze. Outro ponto que os agentes sentem muito é a falta de estrutura, há poucos carros para trabalhar.