Os servidores da saúde aprovaram em unanimidade o acordo coletivo que regulamenta a jornada 12x36 horas

 

O Prefeito Marcelo Rangel (PPS) assinou na última sexta-feira, dia 26, o acordo para a jornada de trabalho 12x36 dos servidores públicos municipais da área da saúde. Os servidores já haviam aprovado os termos propostos pela prefeitura em assembleia realizada na terça-feira, dia 23, no Pronto Socorro.

O acordo prevê que a jornada de trabalho dos servidores deve ser de 12 horas de trabalho para 36 de descanso. Participaram da discussão servidores do Hospital da Criança, do Pronto Socorro e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).Com a assinatura fica garantida a manutenção da jornada para os Enfermeiros e Técnicos de Enfermagem. No próximo dia 1º de março, haverá a audiência para decidir a questão para os demais cargos.

Em dezembro passado, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv) enviou a proposta para o poder executivo. Contudo, só obtiveram resposta na semana passada. “A intervenção do Sindicato ocorreu com maior ênfase em fevereiro, pois boa parte dos funcionários da prefeitura estava em recesso“, conta Leovanir Martins, presidente do Sindserv.

 

Devido ao recesso dos funcionários da prefeitura, apenas em fevereio o acordo voltou a ser discutido

 

No dia 16 de fevereiro, uma Comissão de Servidores da Saúde foi à Procuradoria Geral da Prefeitura para cobrar alguma posição do governo. No dia seguinte, representantes do Sindicato, incluindo o presidente, procuraram a Secretária de Recursos Humanos, Elizabeth Schimidt.

O objetivo foi alertar que o município não estava cumprindo um acordo que foi firmado perante o Ministério Público. “Tivemos que mostrar para o governo que a falta desse instrumento é irregular, o que é prejudicial para o município e para o servidor”, afirma Leovanir.

A Secretária de Recursos Humanos, Elizabeth Schimidt, recebeu uma comissão de servidores da saúde em seu gabinete

 

Segundo a Secretária de Saúde Angela Conceição Oliveira Pompeu, os servidores da saúde não trabalhavam de maneira totalmente irregular. “Eles já estavam trabalhando nesse regime, mas mediante um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), que foi firmado perante o Ministério Público. Porém, como não existiram divergências na negociação do acordo, agora tudo vai se regularizar”, conta.