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Os professores das universidades estaduais retomaram a greve no decorrer da última semana. Nesta segunda, as atividades docentes das sete universidades amanheceram paralisadas. Na rede estadual, o reinício da greve foi decidido no sábado, dia 25. Os professores, assim como outras categorias do funcionalismo estadual, são contrários ao projeto de lei (PL 252/2015) que altera o fundo previdenciário dos servidores.

 

De acordo com a análise feita pelo SindUEPG, entre as discordâncias quanto ao conteúdo do projeto encaminhado pelo governo Beto Richa à Assembleia Legislativa, estão:

  • o Fundo de Previdência assumirá o pagamento dos benefícios a cerca de 33 mil aposentados e pensionistas com 73 anos ou mais, o que vai impactar nos cofres desse Fundo, diminuindo o tempo de solvência e comprometendo a aposentadoria atual e futura;
  • o período de solvência do Fundo Previdenciário será reduzido de 57 para 29 anos, isso se os governos futuros cumprirem com tudo o que está previsto em lei, o que não está posto no PL;
  • o projeto prevê, em seu Artigo 4º, a criação de um grupo de trabalho para discutir o Regime de Previdência Complementar, sinalizando que a intenção do governo é de implantá-lo para os servidores públicos do estado.

O projeto começou a ser votado nesta segunda, dia 27. Na primeira votação, foi aprovado por 31 votos favoráveis e 21 contrários, sendo que dois deputados não votaram. Com a apresentação de emendas por parte de vários deputados, a segunda e terceira votação ocorrerão na quarta, dia 29.

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