Deputados estaduais aprovaram, nesta quarta-feira, dia 29, mudança no regime do ParanáPrevidência

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Nem mesmo a presença de aproximadamente 25 mil manifestantes no Centro Cívico, em Curitiba, impediu a provação do Projeto de Lei 252/2015. Cerca de 1.500 policiais fizeram o cordão de proteção ao redor da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), impedindo a entrada do público nas galerias, durante o processo de discussão e de votação do projeto.


Além da aprovação do PL 252, esta quarta-feira, dia 29, entra para a história devido à violência policial que transformou a praça Nossa Senhora da Salete em palco de guerra.

Durante todo o dia uma barreira dupla de policiais impediu o avanço dos manifestantes que esperavam poder acompanhar a votação. A contenção foi reforçada por grades posicionadas à frente e atrás dos policiais.

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Desde o sábado, dia 25, as tropas da Polícia Militar foram se posicionando em volta da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Na segunda, dia 27, o aquartelamento ganhou reforço de mais de 1.200 soldados. Pela manhã e início da tarde desta quarta, dia 29, o efetivo da PM se preparou para o avanço sobre os manifestantes.

Por volta das 15h, os policiais começaram a lançar bombas de gás lacrimogêneo e desferir tiros com balas de borracha. Por aproximadamente duas horas, ouviu-se o barulho dos disparos.

Há relatos dos manifestantes de que os ataques da polícia vinham também do alto dos prédios localizados no Centro Cívico, bem como de helicóptero da PM que sobrevoava a área.

De acordo com nota divulgada pelo comando da operação policial, o ataque da polícia foi motivado pela ação de manifestantes que teriam forçado a grade proteção na tentativa de ter acesso à Alep.

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O comando afirma ter prendido representantes do grupo black blocs, caracterizados pelo governador Carlos Alberto Richa (PSDB) como vândalos que teriam a intenção de depredar a Alep.

Ao todo, foram mais de 200 feridos atendidos pela guarda municipal, numa enfermaria improvisada dentro da Prefeitura de Curitiba. As pessoas em estado grave foram levadas pelas equipes do SAMU para o Hospital do Cajuru. Após o atendimento, a maioria dos feridos fez boletim de ocorrência no 11º e 12º Distrito Policial, em Curitiba.

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Greve dos docentes da UEPG
Desde a quarta-feira da semana passada, professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa interromperam suas atividades. A retirada do PL 252 foi incluída na sua pauta de reivindicações.

Na manhã desta quarta-feira, quatro ônibus levaram cerca de 110 professores, juntamente com estudantes e agentes universitários, num total de quase 170 membros da comunidade universitária para Curitiba.

O objetivo das caravanas de professores das universidades e da rede estadual de ensino, que vieram de todo o interior do estado, foi acompanhar a votação do projeto de lei (PL 252/2015) que retira recursos do Fundo Previdenciário dos servidores, pedindo pela sua não aprovação.

Desde a última segunda-feira, dia 27, professores e alunos, bem como entidades que apoiam o movimento, se concentram em frente à Alep em protesto contra o PL. A luta em defesa do Fundo Previdenciário não impediu a aprovação, em segunda votação, do PL 252/2015 por 31 votos favoráveis, 20 contrários e duas abstenções.

Com o resultado da votação na Alep, o PL 252/2015 segue para redação final e sanção do governador Beto Richa (PSDB). O projeto altera o regime do ParanáPrevidência ao transferir o pagamento de mais de 30 mil servidores inativos, com mais de 73 anos, do fundo financeiro para o Fundo Previdenciário.

A decisão autoriza que o governo do Estado faça a retirada, mensal, de aproximadamente R$ 142 milhões do Fundo Previdenciário. O recurso será utilizado para custeio de aposentadorias e pensões, cujos pagamentos são, até agora, responsabilidade do Estado.

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Veja também:
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DEPUTADOS FAVORÁVEIS AO PL DO GOVERNO
Alexandre Curi (PMDB)
Alexandre Guimarães (PSC)
André Bueno (PDT)
Artagão Jr. (PMDB)
Bernardo Ribas Carli (PSDB)
Claudia Pereira (PSC)
Cobra Repórter (PSC)
Cristina Silvestri (PPS)
Dr. Batista (PMN)
Elio Rusch (DEM)
Evandro Jr. (PSDB)
Felipe Francischini (SD)
Fernando Scanavaca (PDT)
Francisco Bührer (PSDB)
Guto Silva (PSC)
Hussein Bakri (PSC)
Jonas Guimarães (PMDB)
Luiz Carlos Martins (PSD)
Luiz Claudio Romanelli (PMDB)
Marcio Nunes (PSC)
Maria Victoria (PP)
Mauro Moraes (PSDB)
Missionário Ricardo Arruda (PSC)
Nelson Justus (DEM)
Paulo Litro (PSDB)
Pedro Lupion (DEM)
Plauto Miró (DEM)

CONTRÁRIOS AO PL DO GOVERNO
Adelino Ribeiro (PSL)
Ademir Bier (PMDB)
Anibelli Neto (PMDB)
Chico Brasileiro (PSD)
Evandro Araújo (PSC)
Gilberto Ribeiro (PSB)
Gilson de Souza (PSC)
Marcio Pacheco (PPL)
Marcio Pauliki (PDT)
Nelson Luersen (PDT)
Nereu Moura (PMDB)
Ney Leprevost (PSD)
Palozi (PSC)
Pastor Edson Praczyk (PRB)
Péricles de Mello (PT)
Professor Lemos (PT)
Rasca Rodrigues (PV)
Requião Filho (PMDB)
Tadeu Veneri (PT)
Tercílio Turini (PPS)
NÃO VOTARAM
Cantora Mara Lima (PSDB)
Paranhos (PSC)
Ademar Traiano (PSDB) – Como presidente, só vota em caso de empate