Durante a assembleia a direção do Sinduepg lembrou que segundo dados do governo, o Paraná cresceu 27% no últimos cincos anos

Professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa estiveram reunidos em assembleia na última quinta-feira, dia 7, e aprovaram estado de greve. Entre os pontos de pauta, a proposta do governador Beto Richa (PSDB) de encaminhamento de um projeto que revoga a atual lei salarial do funcionalismo público paranaense. A lei diz respeito à reposição de perda inflacionária e foi aprovada pela Assembleia Legislativa no ano passado, durante a greve.

O professor do Curso de Direito, Volney Campos, trouxe dados para elucidar qual seria o impacto da revogação da lei. Segundo os números, com a revogação, a perda salarial acumulada até dezembro de 2017, para um docente com um salário de R$8.000,00 reais, seria de R$ 9.442,15, considerando o décimo terceiro de 2017.

Durante a assembleia foi lembrado que, quando a atual lei foi aprovada, mudando a data base de maio para janeiro, apenas o ensino superior continuou em greve.

“Aqui nesse plenário, com a presença de 350 professores, levantamos o braço para continuar em greve, porque entendíamos que a diferença prevista de mil e pouco reais de prejuízo salarial não podia ser absorvida por nós, porque era nosso direito e continuamos exigindo o 8.17%, que era percentual acumulado das perdas de maio de 2014 a maio de 2015”, explicou o então presidente do Sinduepg, Marcelo Bronosky.

A justificativa de que o funcionalismo precisaria dar sua contribuição para acabar com a crise e, por isso, a retirada da reposição salarial foi destacada na reunião.

"Eles querem jogar nas costas dos servidores a responsabilidade pela crise. Crise essa que não foi construída por nós. Sabemos o desgoverno com que Beto Richa conduziu esse estado”, explica Bronosky. A direção do Sinduepg também salientou que, de acordo com dados do governo do Paraná, conforme afirmou o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, o estado cresceu 27% nos últimos cinco anos.

Cerca de 70 professores se reuniram em assembleia do Sinduepg no PDE do Campus Uvaranas para votar sobre o indicativo de greve

O professor Marcelo Bronosky lembrou que a fala do líder do governo, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSB), na reunião com os representantes dos servidores na última segunda-feira, dia 4, serviu de alerta para a situação das universidades públicas do Paraná. “Ou o governo federal dá sua contra partida por aluno, ou vamos ter que cobrar mensalidade”, relatou o professor.

Gisele Mason destacou a necessidade de luta e mobilização. “Se nós demonstrarmos fraqueza agora, muita coisa pior virá, porque esse governo tem muita coisa pela frente”.

Com o indicativo de greve aprovado, os professores irão preparar atividades com o intuito informar os demais professores sobre a possibilidade de revogação da lei de reajuste anual de salários, buscando fortalecer o movimento. 

Ao final da assembleia, a atual direção do Sinduepg despediu-se, e a nova presidenta do sindicato, professora do Departamento de História Rosângela Petuba, ressaltou a importância da união dos docentes. “Nós somos bons, quando somos um grupo”.

 

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