O evento teve a presença de estudantes, de professores e de representantes da APP

 

 

No dia nacional de Luta em Defesa da Educação Pública e Gratuita, o SindUEPG promoveu debate sobre o PL 257 e sobre a PEC 241

 

O evento em defesa da escola pública foi realizado pelo SindUEPG, na última quinta-feira (11), quando também se comemorou, com manifestações em todo o país, o dia do estudante. A iniciativa, no Campus Uvaranas da UEPG, teve início com depoimentos de alunos que participaram, na última semana, da ocupação ocorrida do Colégio Estadual Frei Doroteu, no bairro Chapada de Ponta Grossa.

O debate sobre a educação pública teve início com um vídeo sobre a ocupação. Houve relatos dos alunos Liriane Ramos e Matias Iansen, seguidos pela falta do presidente da União Municipal dos Estudantes de Ponta Grossa (Umesp), o secundarista Christopher Ferreira. O representante da Umesp destacou a importância do apoio dos professores, da direção do colégio e de pais à ocupação.

Para marcar o dia do estudante, o professor Régis Costa prestou uma homenagem aos alunos que ocuparam o Colégio Estadual Frei Doroteu.


O aluno comentou também que a ocupação contou com atividades culturais, esportivas e educativas, como oficina de hip hop, campeonato de futebol e aulas de Libras (língua brasileira de sinais) ministradas pelos professores.

Segundo Christopher, foi acordado com o governo que, até o início do ano letivo de 2017, o colégio irá receber novas salas de aula. Além disso, foi negociado o prazo de 60 dias para abertura do processo licitatório das obras. O estudante finalizou destacando o papel fundamental da luta estudantil para a democracia. “Quantos colégios forem necessários, nós vamos ocupar”, concluiu.

Os estudantes, que ocuparam o Colégio Estadual Frei Doroteu, relataram a ação estudantil


Após o relato sobre a ocupação, teve início o painel “Destruição do serviço público na educação: PL 257 e PEC 241”. Participou o vice-presidente do SindUEPG, o professor Gilson Guimarães, que explicou os efeitos dessas medidas para o serviço público na área de educação.

O vice-presidente do SindUEPG, Gilson Guimarães, explicou o PL 257 e a PEC 241 impactam a educação pública e gratuita

 

Sobre algumas ameaças para a educação, o professor, que integra o Departamento de Geociências (Degeo) da UEPG, citou o corte de 20% das bolsas do CNPq e a extinção de bolsas do projeto Ciência sem Fronteiras destinadas à graduação.

Gilson explica que o Projeto de Lei Complementar 257, que tem como objetivo renegociar a dívida dos estados com a União é uma ameaça ao serviço público. O docente alerta, no entanto, para o fato de que a sociedade não sabe de fato o que os estados devem, qual o valor e quanto já foi pago.

Dessa forma, o vice-presidente do SindUEPG destacou a necessidade de uma auditoria da dívida. Ele também comentou que, no último dia 9, foi lançada, em Brasília, a frente parlamentar pela auditoria da dívida. Com a pressão dos servidores, a votação da PL 257 foi adiada.

O professor explicou ainda que o PEC 21 é um projeto ainda mais nocivo, pois ele limita os gastos públicos federais por 20 anos. “Um governo provisório apresenta uma proposta de modificação para daqui a 20 anos”, destaca.

Tais medidas sinalizam a dificuldade em se manter a universidade como uma instituição pública e de qualidade.“Precisamos lutar pelo que ajudamos a construir”, finalizou o professor, defendendo o funcionalismo público e a existência de uma educação pública com maior alcance possível.

O evento também teve a participação de representantes da APP – Sindicato – Campos Gerais, Vera Moraes, presidenta da entidade, e Marlon Alves. Vera discorreu sobre a necessidade de se discutir política e de se conhecer os candidatos e políticos que estão no poder.

A presidenta também demonstrou seu apoio aos alunos que ocuparam o Colégio Estadual Frei Doroteu. O professor Marlon Alves destacou que se trata de um momento crítico de perda de direitos e comentou ainda as visitas que estão sendo feitas pela APP às escolas da região.

 

Participantes do painel, que teve presença de representantes da APP - Sindicato, defenderam a mobilização contra projetos que ameaçam o funcionalismo público

 

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