Professores votaram por unanimidade pela paralisação em assembleia que aconteceu terça-feira, no prédio do PDEProfessores votaram por unanimidade pela paralisação em assembleia que aconteceu terça-feira, no prédio do PDE, no Campus Uvaranas da UEPG

Em assembleia realizada na última terça-feira, dia 20, docentes da UEPG decidiram, por unanimidade, por paralisação. A interrupção das atividades acontece nesta quinta-feira, dia 22. O objetivo é realizar um protesto contra o Projeto de Lei 257 e a Proposta de Emenda à Constituição 241.

 

A professora da UEPG, Michele Telles, alerta para os impactos caso sejam aprovados o PL e a PEC. “Serão catastróficos. Para a carreira dos professores da rede pública, seja da educação básica ou universitária, significa uma expropriação do ofício docente, pois ignora a necessidade de valorização do profissional do magistério e, gradativamente, enterra as possibilidades de busca por formação por qualidade”, explica.

Além disso, a docente, que também leciona na rede básica estadual, também destaca as ameaças para o ensino. “Para a escola e a universidade, arrebenta com o propósito intelectivo e formativo desses espaços, pois deixa à míngua o custeio e os investimentos em recursos humanos e físicos”, destaca.

As críticas de Michele não param por aí. “Na prática, para a sociedade como um todo, acaba a premissa da gratuidade da educação pública, o que coloca cada vez os filhos dos trabalhadores longe de uma formação escolar digna”, finaliza a professora, ao apontar os perigos da PL 257 e PEC 241.

O professor do Departamento de História da UEPG, Robson Laverdi comenta sobre a importância de mobilização da sociedade para a luta contra a medida propostas pelo Governo Federal. “A agenda de lutas contra a PEC 241 e PL 257 não consiste apenas na defesa do funcionalismo público, mas, sobretudo dos serviços básicos de educação e saúde, que serão duramente afetados por estas minutas em debate no Congresso”, ressalta.

O professor alerta para a importância do dia de protesto. “A paralisação é uma chamada de atenção, um brado de desespero acerca dos riscos de destruição de direitos sociais para toda a sociedade brasileira. A gravidade desses documentos é tamanha, que se a sociedade como um todo os conhecesse, em profundidade, já teríamos tido uma greve geral. A paralisação é o primeiro ato rumo a uma greve geral, necessária para salvar o Brasil de uma ausência de futuro”, explica.

Professor e membro da direção do Sinduepg, Érico Ribas Machado, ressalta que a paralisação desta quinta-feira é uma mobilização nacional e engloba outros setores da sociedade também. “Esta paralisação é nacional e envolve todos os setores do serviço público, pois a questão principal é que a mudança na constituição e a aprovação dessa lei vão impactar de maneira drástica o setor público em todas as áreas”.

O sindicalista também aponta os impactos caso as medidas sejam aprovação. “Serão 20 anos de salários congelados, serão 20 anos sem novos concursos públicos, entre outras medidas. Outra questão grave é que acaba a vinculação orçamentária obrigatória entre a união, os estados e os municípios”, alerta.

Para Érico, há uma inversão na política do governo de investimento priorizando o social. “Aquela lógica de arrecadação de impostos para gerar as porcentagens obrigatórias de gastos com a saúde e educação nos estados e municípios deixa de existir da maneira como está colocada. Os estados e municípios vão cortar drasticamente o dinheiro para essas áreas”.

O professor do Departamento de Educação também ressalta a importância desse ato. “A paralisação é o primeiro passo para construção da greve geral”. Érico explica também que próximas ações dependem dos resultados e avaliações dos movimentos em todo país.

Confira a programação de amanhã:

 

Arquivo Comunitário: Professores e alunos discutem situação da escola pública

 

 

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