Neste sábado, dia 10, Sinduepg vai à reunião em Curitiba para definir novos encaminhamentos 

Em assembleia, no último dia 21, docentes discutiram a negociação com o governo

A Seção Sindical dos Docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Sinduepg) deve participar, no próximo sábado, dia 10, em Curitiba, de reunião do Fórum das Associações Docentes. Este reúne as seções sindicais do Andes-SN das universidades estaduais paranaenses.

Em pauta, estarão a avaliação do comando de greve e os próximos encaminhamentos para a luta da categoria, que sofreu um grande baque com a anulação da Lei da Data-Base (18.493/2015) para os servidores públicos do estado. A decisão foi descrita pelo Sinduepg como um "calote do governador Beto Richa". 

A Lei 18.493 resultou de acordo realizado em 2015, durante o período da greve, entre o governo estadual e os servidores. Na ocasião, a medida colocou fim à paralisação do funcionalismo público estadual. No último dia 22, a lei foi derrubada após votação, em dois turnos, na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP). 

Os docentes permanecem em estado de greve desde o dia 8 de novembro, quando votação em assembleia decidiu pelo fim da paralisação, com retorno imediato às atividades. 

Após a ida à capital, está prevista reunião do Sinduepg para o próximo dia 14. Além dos informes sobre as deliberações do comando estadual, também está na pauta definir os nomes dos quatro representantes que irão participar do 36º Congresso Nacional do Andes.

O evento acontece de 23 e 28 de janeiro, na cidade de Cuiabá, em Mato Grosso. O tema deste ano é "Em defesa da educação pública e contra a agenda regressiva de retirada dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras”. 

Sindicato critica negociação realizada pelo governo 

Em assembleia realizada no último dia 21 no campus da UEPG, o vice-presidente do Sinduepg, Gilson Burigo, contextualizou o cenário atual. "Teoricamente, o governo abriu uma espécie de grupo de trabalho para negociações entre servidores e o Estado. Foi veiculado na mídia que eles [o governo] estavam dispostos a discutir os reajustes com os servidores. Mas isso não era sério, foi um canal 'fake'". 

O vice-presidente explica que foram realizadas reuniões infrutíferas nos dias 8 e 11 do mês passado, com a presença de quatro representantes de sindicatos vinculados ao Fórum das Entidades Sindicais (FES), um representante do Andes-SN e técnicos das Secretarias da Fazenda e da Administração e Previdência. 

Ao fim das reuniões, o governo não mudou a posição referente ao pagamento de promoções e progressões de 2015 e 2016. "Simplificando, a proposta do governo para nós, neste momento, é um reajuste de 0%", resume Burigo.

 

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