Na assembleia realizada na tarde da última terça-feira, dia 13, os docentes da UEPG decidiram paralisar em defesa das Universidades Estaduais do Paraná, contra os ataques do governo Beto Richa. A ação é uma proposta do Comitê em Defesa das IEES-PR em virtude dos bloqueios das verbas de custeio da UEL, UEM e UNIOESTE e o comunicado do governo sobre a inclusão da UEPG e UNICENTRO no Sistema Meta4.

Durante a assembleia os professores votaram por parar novamente no dia 30, data prevista para a Greve Geral Nacional, atendendo à chamada das centrais sindicais, no esforço de barrar as contrarreformas da Previdência e Trabalhista, pela revogação da Lei da Terceirização e pelo Fora Temer. O grupo de apoio, que integra professores, alunos e técnicos da UEPG, se reúne amanhã, dia 14 de junho, às 17hs na sede do sindicato para organizar as ações dos dias 20 e 30.

Na assembleia, foi aprovada ainda uma doação ao Fundo de Solidariedade às/aos Docentes das Universidades Estaduais do Rio de Janeiro, divulgado pelo Andes-SN. A campanha foi criada para auxiliar financeiramente os professores das universidades estaduais do Rio de Janeiro que, desde o ano passado, estão com os salários atrasados e não receberam o 13º referente a 2016.

De acordo com o vice-presidente, Gilson Burigo Guimarães, no caso específico de Ponta Grossa e a região dos Campos Gerais, a sociedade civil organizada e a população em geral precisam saber do prejuízo que será a destruição do sistema público de ensino superior, que está nos planos do governador Beto Richa.

“Representará a perda de recursos atualmente aplicados na economia da região, gerando menos arrecadação e empregos. Levará à redução de vagas na tão sonhada universidade pública, com queda na qualidade dos cursos oferecidos e consequentemente na formação de recursos humanos. E a retirada ou drástica diminuição das ações de um grande responsável pela execução de políticas públicas”.