Na última sexta-feira, 21 de Março recorda-se o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial. A trajetória de lutas acontece internacionalmente desde antes da abolição da escravatura brasileira e perdura até a atualidade.

 Shaperville, ano de 1960. Era 21 de Março quando 69 pessoas foram massacradas. A cidade africana recebeu vinte mil protestantes contra a Lei do Passe, que previa a criação de um cartão com os locais em que a população negra era permitida de circular.

A manifestação era pacífica, porém houve reação policial, acabando com 69 mortos e 180 feridos. O fato ficou conhecido, então, como Massacre de Sharpeville.

Depois daquele dia, a Organização das Nações Unidas (ONU), criou o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial. A data rememora o acontecimento daquele dia.

O vice-presidente do Instituto Sorriso Negro, Carlos Souza, afirma: “Devemos, sem medo de ser feliz, lutarmos por aquilo que por direito também é nosso, a igualdade de direitos que nos foram retirados no passado já é o suficiente”.

A data é um marco importante da luta mundial contra o racismo. “Muitos negros passaram e passam por preconceitos, discriminações até chegar ao racismo e nem todos se tornam vencedores após inúmeros obstáculos”, completa Carlos.

A estudante de Letras e participante do Núcleo de Relações Etnicorraciais, Gênero e Sexualidade da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Franciele Costa, diz que a data faz refletir sobre todo o contexto histórico, trazendo para as novas gerações ideias de superar as diferenças. Ela ainda diz que o grupo que frequenta lhe apresentou novas perspectivas sobre o assunto.

Racismo é crime previsto na legislação brasileira a partir da Lei Afonso Arinos (1.390/51) e considerado inafiançável e quem praticá-lo fica sujeito à pena de reclusão na Constituição Federal de 1988 (artigo 5.º, XLII).