A ONG está promovendo palestras em escolas públicas e particulares, universidades, faculdades e também no comércio varejista, o tema "Preconceito, discriminação e lei 10.639". A iniciativa visa incentivar e promover a igualdade social nas escolas e nos ambientes de trabalho.

A lei 10.639 entrou em vigor em 2003, tornando obrigatório o ensino da história e cultura africana e afro-brasileira nas instituições de ensino básico. O professor Carlos Alberto Rodrigues de Souza, diretor de gestão e estratégias do Sorriso Negro, explica que mesmo estando em vigor, a lei ainda não é cumprida.

"Já falamos com o Ministério Público e com a Secretaria de Justiça. Se esse descumprimento continuar, o próximo passo é denunciar, já que a lei entrou em vigor há mais de uma década atrás", adverte.

As palestras nas escolas acontecem durante a semana e visam tratar de questões como o que é preconceito, discriminação, racismo, diversidade, cotas raciais etc. Carlos conta que o contato com as escolas particulares nem sempre é fácil. "Nas escolas particulares é mais difícil, o tratamento em si já é diferente. Eles afirmam estar cumprindo as leis e as portas sempre estão fechadas para nós."

Além das escolas, as palestras também estão acontecendo no comércio varejista, explica o presidente do instituto Sorriso Negro, José Luiz. "Fizemos um convênio com o comércio varejista, pois a presença de negros trabalhando nesses grandes mercados é pequena”, destaca.

“Um dos empresários da cidade, sensibilizado com a questão, nos chamou para fazermos um acordo. Eles nos ajudam, mensalmente, com uma estrutura e nós damos as palestras a seus colaboradores", descreve.

O Sorriso Negro ministra, atualmente, palestras nos Supermercados Tozetto e em instituições de ensino. A duração é de uma a duas horas. A previsão é que a iniciativa siga até novembro deste ano.

 

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