De acordo com Antônio Ostrufk, diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, a crise não impactou os agricultores familiares que utilizam a agroecologia. A razão está no fato de que a atividade, desenvolvida de acordo com esse conceito, não está sujeita aos efeitos da oscilação da economia. 

O impacto seria sentido pelos agricultores familiares que usam as técnicas tradicionais. A justificativa está nuso de insumos, como inseticidas, herbicidas e adubos, todos sujeitos à variação do dólar e do mercado. “Isso acaba sendo repassado ao consumidor”, explica Ostrufk.

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“Com a agroecologia, diminui consideravelmente o impacto. Outro aspecto positivo é a venda direta dos produtos, sem atravessadores, que acabam influenciando o custo final”, descreve.

A oscilação observada nos preços de produtos oriundos da agroecologia não se deve à crise, mas à sazonalidade do setor, que sofre com as variações climáticas. “Nos últimos dois meses, houve uma melhora dos preços”, avalia Ostrufk.

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