asaeco1-10-07-11A construção de moradias com fibra de bambu, barro, garrafas pet e outros materiais é incentivada pela Associação de Agroecologia dos Campos Gerais. Mas há críticas sobre o uso destas técnicas antes de ser comprovada a qualidade dos materiais.

 




 
A agroecologia propõe mudanças nos sistemas e processos de produção e consumo da sociedade. Um desses sistemas envolve a moradia. Por isso, a Associação de Agroecologia dos Campos Gerais (Asaeco), em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ponta Grossa, tenta incentivar a construção de casas com materiais alternativos, como a fibra de bambu, barro, garrafas pet, garrafas de vidro ou pedras.
 
Antônio Strufka, presidente da Asaeco, é um dos adeptos desses novos materiais. Em sua propriedade, no distrito de Itaiacoca, ele testou diversas técnicas na construção da casa. 
 
“Eu construí primeiro uma casa com vários tipos de materiais, mas agora quero construir uma maior para eu morar, e deixar a casa pequena para as pessoas interessadas na técnica visitarem”, conta Antônio.
 
Existem diversas tentativas de construir casas com materiais recicláveis e ecológicos. No entanto, algumas entidades criticam o uso, já que a reutilização de garrafas, por exemplo, faz com que novas garrafas tenham que ser produzidas e o impacto ambiental seja ainda maior. 
 
O professor de Construção Rural na Universidade Federal do Paraná, Eduardo Teixeira, concorda com essa visão. “Acredito que o impacto ambiental seja muito maior com a utilização de garrafas pet”, diz.
 
A destinação dos resíduos urbanos é uma preocupação da sociedade atual. No entanto, é preciso que sejam feitos estudos extensivos sobre o assunto antes da implantação de novas técnicas. 
 
“Existem poucos estudos sobre a construção de moradias com materiais alternativos. Por isso, a qualidade dos materiais é baixa, então disponibilizar essas técnicas para a população é arriscado”, diz o professor.