Embora o setor do comércio seja o mais afetado pela crise, indústria também sofre impactos da crise

Poucos dias antes de encerrar as atividades em 2015, a Agência do Trabalhador de Ponta confirmou a queda do número vagas disponibilizadas neste ano. Em 2014, foram oferecidos, aproximadamente, 3400 postos a mais, dado que representa uma queda de aproximadamente 35% em 2015.

 

De acordo com a Agência do Trabalhador, das 6.480 vagas disponibilizadas em 2015, a maior parte se concentrando nos setores de agricultura e de indústria. Houve uma retração, sobretudo, no comércio.

O Sindicato de Comércio de Ponta Grossa (Sindlojas), aponta que o desempenho de vendas no ano de 2015 , em relação aos dados de 2014, não foi satisfatório. O gerente do Sindlojas, Rafael Ribeiro, justificou que o motivo para o baixo desenvolvimento comercial se deve à taxa de juros de dezembro em 2015, que foi maior em relação ao ano passado.

“Alguns setores de venda prevaleceram mais que outros, mas de um modo geral as vendas foram ruins”, afirma o gerente. Ribeiro conta ainda que, apesar de a cena comercial de Ponta Grossa estar em crise, as vendas de final de ano começaram bem, contribuindo para isso os esforços dos comerciantes para atrair o consumidor.

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“A decoração acarretou aumento do fluxo de pessoas nos pontos comerciais da cidade”, afirma. Para o gerente um dos fatores que motivou os comerciantes a investirem em produtos e serviços foi a decoração natalina feita pela Prefeitura.

Os números revelam um impacto da crise econômica no setor comercial, de acordo com a Fecomércio. O último relatório divulgado, em outubro passado pela entidade, já revelava uma queda de 8,01% no nível de emprego, se comparado ao mesmo período de 2014.

E, de acordo com o Sindilojas, as greves do setor de transporte coletivo e dos funcionários públicos do Estado, que aconteceram ao longo do ano de 2015, também afetaram negativamente as vendas.

De acordo com o professor do Departamento de Economia da UEPG, Luiz Philippe dos Santos Ramos, o setor de serviços responde pela maior parcela do PIB brasileiro. Por isso, explica o docente, em um momento de crise, o setor é o mais impactado, resultando no fechamento de postos de trabalho.

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