Crise é considerada a responsável pela queda no número de vagas oferecido em 2016

Apesar da alta procura, o número de vagas oferecidas pela Agência do Trabalhador caiu 22% em 2016 na comparação com o ano passado (Foto: Douglas Kahl)

 

A crise que atinge o Brasil alcançou a oferta de empregos de Ponta Grossa. Segundo dados da Agência do Trabalhador, se compararmos com 2015, o número de vagas em 2016 teve uma redução de aproximadamente 22%. A queda verificada supera o índice nacional.

Em Ponta Grossa, a Agência do Trabalhador ofertou, até o início de dezembro, 5.054 vagas, contudo foram contratados somente 1.813 empregados. Em 2015, a Agência ofereceu 6.480 vagas, 1.426 vagas a mais que o verificado neste, uma queda de aproximadamente 22%.

Com experiência em segurança do trabalho, Roberto Santos, 48 anos, está há 10 meses sem carteira assinada. Ele se diz sem esperanças acerca da melhoria do mercado de trabalho para o ano que vem.

Para Santos, a causa dos autos índices de desemprego foi a má administração pública. O último emprego foi em uma prestadora de serviço para o governo federal e, por conta da crise, houve um “enxugamento” do número de funcionários.

“As dificuldades para arrumar emprego são muitas. As empresas cobram uma idade especifica e, ao mesmo tempo, muita experiência. As poucas vagas disponíveis são para salários extremamente baixos, desanimadores para quem precisa sustentar uma família”, queixa.

Para Emerson Hilgemberg, professor de economia na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), a redução de pessoal por parte das empresas é inevitável. O docente acredita que a tendência permanecerá até o Brasil se recuperar da crise e a estimativa que isso ocorra somente por volta de 2020.

No entanto, o professor explica que, em dezembro, o setor de comércio aumenta a jornada de trabalho e as contratações para suprir a demanda gerada pelo crescimento das vendas com as festas de fim de ano. Dessa forma, isso tende a amenizar o desemprego.

Durante o ano de 2016, o setor de comércio foi responsável por aproximadamente 29% das vagas ofertadas e 23% das contratações realizadas via Agência do Trabalhador. Para João Vendelin Kieltyka, presidente do Sindicato dos Comerciários, o setor está otimista para 2017, apesar do ano ruim.

“Nós atingimos nossa meta de contratações para o período natalino, mas tivemos baixas durante o ano. Depois que as contratações temporárias se encerrarem, em fevereiro de 2017, e o comércio retornar a sua normalidade, vamos voltar à luta, mas estamos otimistas para o ano que se anuncia”, destaca.

 

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