Em assembleia geral, na manhã de ontem, dia 12, os motoristas e cobradores de ônibus decidiram, por unanimidade, negar a proposta da Viação Campos Gerais (VCG) e paralisar os serviços na próxima segunda, dia 19. A categoria pede melhorias nas condições de trabalho e um aumento de 15%, além da inflação

 O Sindicato dos Motoristas e Cobradores do Transporte Coletivo de Ponta Grossa (Sintropas) reuniu funcionários da VCG para discutir a proposta da empresa. A assembleia geral foi realizada no Parque Ambiental, às 10hs da manhã de ontem. e discutir os próximos passos das negociações

De acordo com o presidente da Sintropas, Ricardo Pelaze, a VCG quer repassar somente o valor de 6% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), e a categoria pede um aumento real de 15% fora o valor da inflação.  

“Mesmo com a reivindicação de 15%, o salário ficaria abaixo de muitos salários de funcionários que fazem o mesmos serviços em outras cidades do Paraná”, defende Ricardo. Segundo o presidente, o que freia as negocições é a posição da concessionária.

“A VCG alega que não pode pagar qualquer percentual aos trabalhadores se não tiver o impacto na tarifa”, afirma. Já o Sindicato defende que o valor não seja repassado à população. 

A partir da assembleia, foi anunciada a greve do transporte público. De acordo com a lei, deve esperar 72 horas para a paralisação acontecer. Nesse tempo, documentos serão feitos e repassados para legalizar o movimento.

A cobradora, Marta Bueno defende a greve. “Precisamos desse reajuste, os preços das coisas materiais aumentaram e devemos lutar também pelo seguro saúde que não temos”, alega.

Por sugestão do presidente do sindicato aprovada na assembleia dos funcionários, a paralisação deve ocorrer somente na segunda feira, dia 19. Portanto, 48h a mais do que o prazo mínimo exigido pela lei.

O presidente da câmara dos vereadores de Ponta Grossa, Aliel Machado, acredita ser legítimo o movimento. ”O Conselho ainda não colocou um parecer final, porém deve entrar em um consenso para atender a necessidade da população ou dar uma contra proposta para a categoria”, defende.

 

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