Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ponta Grossa aceita proposta da Prefeitura e aguarda órgão mediar e realizar novas propostas entre entidade e concessionária. Caso ao contrário, esgotado o prazo, categoria promete greve

 

Os motoristas e cobradores do transporte coletivo de Ponta Grossa vão aguardar 10 dias para avaliar a possibilidade de uma nova greve no serviço. A decisão foi aprovada na assembléia geral do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ponta Grossa (Sintropas), realizada na noite de segunda-feira, 28/07, no Terminal Central, que contou com a presença dos trabalhadores e usuários do transporte.

A decisão da categoria aceitou a indicação da administração municipal de PG, de esperar 10 dias por uma nova proposta da Prefeitura.

Segundo o presidente do Sindicato, Ricardo Peloze, a indicação veio diretamente do prefeito Marcelo Rangel (PPS), logo após a audiência de conciliação, realizada em Curitiba, entre a direção do Sintropas e o chefe do executivo local. Os trabalhadores tinham um indicativo de greve para zero hora desta terça-feira (29).

Conforme Peloze, não ficou esclarecido de que forma a Prefeitura irá agir, durante os 10 dias, para conciliar as partes, mas a expectativa é que o Prefeito apresenta uma proposta aos trabalhadores.

No encontro com Rangel, a direção do Sindicato também pediu outros itens à categoria: a não compensação dos dias parados e a emancipação do vale alimentação para o dia 20, além do que já havia proposto do aumento de 1% de reajuste no salário e 41% no vale-alimentação.

O principal motivo da greve, segundo o assessor jurídico do sintropas, João Douglas Gonçalves, é o descumprimento de uma promessa da primeira greve da categoria em 2014, a qual a prefeitura realizaria um repasse de R$ 2,4 milhões à concessionária, que garantiria o reajuste salarial e do tíquete-alimentação.

Segundo ele, tudo estaria em mais fácil resolução se o órgão prefeiturável e a VCG dividissem funções. Como a bilhetagem e o controle poderiam ser extendidos para administração municipal e não a empresa concessionária. “O que garantiria confiabilidade, respeito e legitimidade diante os atos administrativos perante a empresa”, afirma.

Para o representante da Associação dos Usuários do Transporte Público (AUTRANS) Luiz Carlos Gronshinski, a espera de 10 é de bom senso. “Esses dez dias devem aparar as arestas e assegurar que a empresa, os usuários e o trabalhador não sejam prejudicado”, diz.

Caso não tenha novos avanços no prazo, haverá nova assembléia dos trabalhadores para decidir as próximas etapas. E, se ocorrer nova paralisação, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) já indicou multa para ambas as partes (sindicato e concessionária).

Arquivo Comunitário
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