O valor pode subir pela segunda vez, em menos de um ano, e chegar a R$ 3,76

Ativistas contra o aumento da tarifa de ônibus, em frente à prefeitura

Um grupo reunindo diversos movimentos sociais fez, na última terça-feira, dia 14, protesto pacífico, em frente à Prefeitura de Ponta Grossa, contra o aumento da tarifa do transporte coletivo. A manifestação começou por volta das quatro horas e trinta minutos da tarde enquanto, no mesmo local e horário, tinha início a reunião do Conselho Municipal dos Transportes (CMT).

 

Os participantes do manifesto levaram cartazes e pediam apoio dos que passavam pela avenida a pé ou de carro. “Buzina contra o aumento” estava escrito em um deles, levando os motoristas, que passavam pela avenida, a buzinar em frente ao prédio da prefeitura.

Christopher Ferreira, presidente da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Ponta Grossa (Umesp), explica os motivos que o levaram a organizar o ato. Entre eles, está a falta de qualidade do serviço de transporte público e a superlotação em horários de pico.

“A prefeitura renovou o contrato, por mais um longo tempo, com a VCG [Viação dos Campos Gerais], o que gera um monopólio, não existindo concorrência. Isso faz com que eles possam cobrar o valor que quiserem. Nem o aumento do salário dos funcionários iria justificar o aumento”, esclarece Christopher.

Outros motivos alegados são o aumento da tarifa pela segunda vez, em menos de um ano. Ainda se critica o fato de não ter sido revelada a planilha com os valores gastos e ganhos pela concessionária, assim como a não comprovação do o número de usuários do serviço de transporte público.

A estudante de pedagogia, Marisa, apoia o ato. “Nós achamos muito importante lutar por um direito que é nosso, do povo, de ter um transporte público de qualidade, e isso não é uma realidade na Ponta Grossa de hoje”, explicou.

Conselho de Transportes antes do início da reunião

O aumento

A reunião do CMT foi convocada para analisar os dados da planilha de custos repassados a eles pela concessionária de transporte público, a VCG. A planilha inclui valores de combustível, pneu e outros gastos, como salário dos funcionários e da diretoria, manutenção, vale alimentação e uniformes.

Entre as justificativas para o aumento da tarifa apresentadas pela empresa, está a renovação da frota, incluindo veículos acessíveis a pessoas com necessidades especiais, o que é uma obrigação prevista por lei. Outro motivo seria a diminuição do número de usuários.

 

Valor da tarifa pode aumentar com a justificativa de compra de nova frota de veículos

 

A análise dos gastos para saber qual o possível valor da passagem é responsabilidade da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT). Após a análise, feita de acordo com os dados repassados pela VCG, o aumento na tarifa seria de até 17,5% em cima do valor atual. Se isso ocorrer, ao valor de R$3,20 serão acrescentados mais R$0,56. 

Outra reunião do Conselho ficou marcada para a próxima terça-feira, dia 21, na tentativa de definir os rumos do preço da tarifa.

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