Em 2004, quando houve eleições municipais, a Prefeitura de Ponta Grossa passou a ser administrada por uma nova gestão. Nessa mesma época, a UAMPG começou a ter problemas com documentações referentes às prestações de contas.

A descrição de como o dinheiro recebido era empregado não foi aceita pela Controladoria Geral do Município. Desde então, a instituição deixou de receber a verba que sustentava seus projetos.

A antiga diretoria da UAMPG, vigente até abril de 2011, defende que a entidade está em situação regular com a Prefeitura. Em conversa com o ex-presidente, Nei Lima, foram apresentados à equipe do Portal Comunitário documentos que provam que as prestações de conta da entidade estão em ordem. “Temos documentações emitidas pela prefeitura que provam que não devemos nada”, afirma.

Em um dos documentos apresentados, emitido pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná, consta o seguinte parágrafo: “Certificado, na forma do provimento nº 47/2002, de 31/10/2002 que o (a) União das Associações de Moradores de Ponta Grossa está em situação regular em relação ao artigo 27 da lei nº 5.615. A presente certidão é válida até o dia 31/03/2004”.

Entretanto, a prestação de contas até então considerada regular passou a ser investigada pela Prefeitura. No dia 21 de dezembro de 2010, a UAMPG recebeu um ofício que notificava a entidade a devolver ao governo municipal o valor equivalente à R$137.825,26. O prazo para a devolução do dinheiro era de 15 dias.

O motivo pelo qual se exigia a devolução da quantia, segundo o ofício 187/2010-CGM (emitido no dia 21 de dezembro de 2010), era que apenas as despesas com combustíveis teriam sido aceitas pela Controladoria Geral do Município.

Ney Lima, na época ainda presidente da UAMPG, pediu uma notificação para a revisão do ofício. O processo sobre a dívida da entidade ainda está em andamento.

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