Palestrantes falam sobre gestão e impactos políticos na Universidade (Foto: Letícia de Queiroz)

Um grupo de estudantes do curso de Serviço Social da UEPG realizou, nessa segunda-feira, dia 29, o evento “2015: um ano para não ser esquecido”. O debate focou nos impactos dos cortes de verbas, os descumprimentos de acordos do governo estadual, sobre a universidade e outras instituições públicas do Paraná.  O 29 de Abril também foi relembrado como forma de manter viva a memória, e como bandeira de luta e  resistência pela qualidade da educação.

 


O evento  aconteceu no Auditório da Reitoria, no Campus Central. A mesa de debates foi composta por três palestrantes, todos professores da UEPG: Gisele Masson, do Departamento de Educação, Volney Campos, do Departamento de Direito, e Paulo de Melo, do Departamento de História.

Durante as exposições dos palestrantes, foram discutidos os cortes no setor da educação, a não contratação de professores e o aumento da precarização das universidades estaduais paranaenses. Também foram discutidos problemas específicos da UEPG que, segundo levantamento demonstrado na palestra, foi a Universidade que mais sofreu cortes, se consideradas as sete instituições de ensino superior estaduais.

Para a estudante de Pedagogia, Maria Kirchner, a palestra serve para explicar e para esclarecer, para os acadêmicos, assuntos relacionados à gestão pública.  “É um tema que não pode ser esquecido na Universidade, é preciso trazer a tona esse assunto, que é de grande importância tanto para nós, enquanto estudantes de Pedagogia, quanto para a sociedade como um todo”, destaca. “É importante relembrar o que já aconteceu e atualizar a situação da educação pública no estado, até porque não podemos silenciar isso”, conclui.

Segundo a professora Gisele Masson, ex-integrante da direção do SindUEPG, o que prevalece na pauta dos sindicatos, desde o 29 de abril, de 2015, são demandas como verbas de custeio, previdência, falta de editais para fomento de pesquisas e corte nas bolsas de iniciação cientifica.

“O 29 de abril, era um momento decisivo que tinha a ver com a decisão do Paraná Previdência. Mas a greve, no seu âmbito geral, não tinha somente esse objetivo. O que se mantém, de lá pra cá ainda, é a persistência do governo em cortar direitos”, afirma.

O evento integrou as atividades da disciplina “Instrumentalidade no Serviço Social”, que é ministrada pela professora do curso de Serviço Social, Ana Paula Moreira. Segundo Ana Paula, faz parte das atividades da disciplina a promoção de eventos.

A professora destacou que os alunos tiveram total autonomia na decisão sobre as temáticas da palestra. Para ela, a escolha do tema reflete o amadurecimento acadêmico com a percepção de que os problemas de gestão pública impactam os acadêmicos como um todo.

Os estudantes de Serviço Social e integrantes do grupo que organizou o evento, Juliana Kawanichi e Vinícius Barboza, relataram que a escolha do tema também foi influenciada por dúvidas gerais dos estudantes sobre temas ligados à Universidade, como a gestão de verbas e cortes do Estado para educação.

Apesar de a transparência ser algo que muito se postula, é algo que pouco se faz. Não sabemos como se dá essa questão da gestão econômica  e nem a influência disso ocasiona na universidade”, explicou Vinícius.

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