Pesquisadores da Unicamp participam de evento, trazendo discussões e propostas de ação

Para os palestrantes Eduardo Fagnani e Márcio Pochmann, professores da Unicamp, a reforma da previdência é desafio para a sociedade (Foto Alessandra Delgobo)

 

O seminário em “Em defesa da Previdência Social brasileira” aconteceu no último sábado, dia 03, no Campus Central da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). O evento teve atividades de manhã e à tarde. Durante o café e as inscrições, Cássio Murilo, vocalista da banda Astrid, entreteve o público com música.

 

A mesa de abertura foi coordenada pela professora do Departamento de Serviço Social da UEPG, Lucia Cortes da Costa, que destacou a importância do seminário.  “Este evento não é apenas um debate acadêmico, mas um debate para articular ações em defesa da previdência social”, explicou.

A primeira palestra do dia, “Golpe, Projeto Liberal e Reforma da Previdência”, foi ministrada pelo professor Eduardo Fagnani do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Foram apresentadas as mudanças na previdência social brasileira e o debate sobre déficit na previdência social.

“Nós temos que defender uma reforma que, por um lado, preserve a previdência como um dos pilares da proteção social brasileira e, por outro lado, garanta a sua sustentação financeira no longo prazo”, destacou Eduardo, afirmando ainda não ser contra a reforma na previdência.

“Brasil sem industrialização. A história Renunciada” é tema de livro lançado durante o evento (Foto Alessandra Delgobo)

O palestrante Márcio Pochmann, também professor da Unicamp, debateu o tema “Conjuntura econômica e política brasileira e seu impacto na previdência social”. Para ele, o futuro do país é um projeto que cada à sociedade se questionar a respeito para construí-lo. “Pra onde a gente quer ir? O desafio do nosso tempo é pra onde nós vamos, qual é o caminho?”, provocou.

Após a palestra, Márcio lançou o livro de sua autoria “Brasil sem Industrialização. A herança renunciada”, publicado pela editora UEPG. Logo após, teve início o debate, com duas rodadas de perguntas. Alguns dos assuntos discutidos foram corrupção e aposentadoria. “O problema do país não é corrupção, o problema é que o país não tem projeto”, opinou Márcio.

Na parte da tarde, foram realizados, paralelamente, grupos de discussão. Um dos temas foi a reforma na aposentadoria tendo em vista o tempo de contribuição. A presença da mulher na previdência social brasileira também foi debatida. Outro destaque foi a proposta de desvinculação de benefícios previdenciários e assistenciais do salário mínimo. Os impactos do déficit previdenciário nos direitos dos trabalhadores também foi tema de uma das mesas.

O evento terminou com uma plenária geral. Cada grupo teve, em média, de 5 a 10 minutos para apresentar os principais pontos e propostas de ação discutidos na sessão anterior. Após as apresentações, a professora Lucia Costa fez uma síntese dos apontamentos destacados.