Em maio, a CPI da Segurança Pública discutiu a necessidade de vigilantes ao lado de caixas eletrônicos, a criação de estacionamento próprio para carros-fortes e a atualização da lei federal nº 7.102/83.

 

No dia 31 de maio, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Segurança Pública promoveu audiência pública na Câmara Municipal de Ponta Grossa para discutir a segurança nos bancos e os problemas no transporte de valores na cidade.
 

O encontro reuniu representantes da Federação dos Vigilantes do Paraná (Fetravispp), do Sindicato dos Vigilantes de Ponta Grossa, do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região e da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Estado do Paraná (Fetec/CUT – PR). 

O delegado da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, Leonardo Carneiro, também participou do encontro, além do tenente Canteri, da Polícia Militar e bacharel em Segurança Pública. Cerca de 30 pessoas acompanharam o debate, incluindo vereadores e jornalistas.

Lei defasada e dados alarmantes

 O diretor da Fetec/CUT - PR, Carlos Copi, começou a discussão com a necessidade de atualizar a lei federal nº 7.102/83. A determinação obriga a presença de vigilantes e o uso de alarmes eficientes em agências bancárias. Câmeras de vídeo, cofre com retardo, cabine blindada para vigias e demais equipamentos aparecem como itens opcionais.

“A norma é defasada e antiga. Também há o descaso por parte dos bancos, que continuam com instalações vulneráveis”, alegou. Copi lembrou que a lei deve ser alterada o quanto antes para garantir também a segurança dos turistas durante a Copa do Mundo em 2014. “A luta pertence aos bancários e aos vigilantes. A vida é o maior patrimônio que existe no mundo”, ressaltou.

O presidente da Fetravispp, João Soares, também apontou a falta de preocupação das agências bancárias com a segurança dos funcionários. De acordo com dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), já houve 98 ataques à agências em todo o Paraná apenas no primeiro semestre de 2012. A estatística atual já alcançou o número total do ano passado.

Soares discorda do levantamento da Federação. “Os dados são de se duvidar. Não interessa à Febraban divulgar informações que denigram a imagem dos bancos. Os números, provavelmente, são maiores”, acredita. 

O presidente do Sindicato dos Vigilantes de Ponta Grossa, José Nilson Ribeiro, defende a importância de debates, como a audiência pública, para resolver problemas graves. “Os dados apontam para a emergência da questão”, complementa. 

 

Duas necessidades: estacionamentos para transporte de valores e ajuda da Prefeitura

O presidente do Sindicato dos Vigilantes, Nilson Ribeiro, também ressaltou a necessidade de estacionamentos especiais para o transporte de valores. “Se o veículo estacionar em qualquer lugar e algum imprevisto acontecer, como roubos e troca de tiros, quem passa pelo local e os clientes acabam sendo prejudicados”, explicou.

Ao final da audiência pública, os participantes decidiram que a Prefeitura Municipal precisa colaborar. Ela deveria criar leis municipais que fiscalizem o cumprimento dos deveres das agências bancárias. De acordo com vereador e presidente da Comissão, Edilson Fogaça, as multas aplicadas não resolvem o problema da segurança.

“Com a primeira ameaça ou pressão do poder público, acredito que as coisas comecem a mudar”, concluiu a vereadora Ana Maria de Holleben.

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