Segurança morre após reagir a um assalto em posto de gasolina. Caso aconteceu no bairro Catarina Miró, na última segunda-feira (03/09). Edson Luiz Ribeiro Ramos explica como agir em situações parecidas.

O segurança Lourival Malaquias de Paula, de 48 anos, foi morto após um assalto a um posto de gasolina no bairro Catarina Miró. Funcionários do posto disseram que o vigia partiu para cima de um dos ladrões ao acreditar que eles não estavam armados. O caso aconteceu na noite da última segunda-feira (03/09).

Para o presidente do Sindicato dos Vigilantes, Edson Luiz Ribeiro Ramos, o segurança não agiu corretamente durante a situação. “É difícil dizer se ele agiu por impulso ou não, mas os profissionais da área são treinados para não reagirem a assaltos”, explica o presidente.

Edson Luiz conta que Lourival não possuia curso de qualificação na área de segurança e que apenas trabalhava como guarda para uma empresa de monitoramento. “A diferença é que um vigia não pode trabalhar armado, a não ser que a firma que o contrate consiga uma licença para isso. Já o vigilante pode manejar uma arma durante o período de serviço”, ressalta. Lourival trabalhava para uma empresa de segurança privada, mas não era qualificado para exercer a profissão de vigilante.

 


Entenda o caso

Por volta das 21h de segunda-feira (03/09), dois assaltantes – utilizando máscaras – invadiram um posto de gasolina localizado na esquina da Rua Balduíno Taques com a Av. Anita Garibaldi. O local estava quase fechando quando um dos homens foi até a loja de conveniência e anunciou o assalto.

Como estava com a mão por baixo da blusa, o segurança Lourival Malaquias de Paula pode ter acreditado que o homem não estava armado e o agarrou. O outro assaltante, que possuía uma arma, percebeu a ação do vigia e efetuou cinco disparos no peito de Lourival. Na sequência os assaltantes pegaram o dinheiro e fugiram. A polícia ainda não identificou os autores do crime.